Nesta última quinta-feira (30), parte dos suspeitos de integrar uma quadrilha envolvida em agiotagem, movimentando pelo menos R$ 19 milhões em Franca (SP), teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. A decisão foi proferida pelo juiz Ewerton Meirelles Gonçalves, da 2ª Vara Criminal, ao aceitar a denúncia do Ministério Público contra dez investigados na Operação "Maré Alta".
A operação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), resultou em cinco prisões preventivas, a manutenção de uma mulher grávida em prisão domiciliar e a concessão de liberdade provisória a outros quatro acusados, mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Os réus enfrentam acusações de organização criminosa, lavagem de dinheiro e usura. O magistrado destacou a gravidade dos fatos e a possibilidade de influência prejudicial à colheita de provas caso os acusados fossem soltos, ressaltando o risco de ameaça a testemunhas e forja de provas.
Entre os denunciados, Bruno Aparecido de Almeida Costa é apontado como líder da organização, responsável pelo intercâmbio entre executores e financiadores, além de garantir a prática de agiotagem e lavagem de dinheiro. Outros acusados desempenhavam papéis de executores, realizando cobranças com violência e ameaças, além de terem ligações com facções criminosas.
A "mutualista" Marcela de Pádua Lima, grávida, teve a prisão preventiva substituída por domiciliar, enquanto financiadores como André de Oliveira Venâncio, André Augusto Ferreira Ribeiro, Rodolfo Lomonaco Arantes e Gustavo Migueletti foram liberados provisoriamente sob condições restritivas.
Os advogados de defesa prometem contestar as prisões, destacando que alguns réus negaram integrar a organização criminosa e que tomarão as medidas judiciais necessárias para reverter as decisões.
As informações são do site g1
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