Justiça Eleitoral cassa mandatos do prefeito e vice de Sarutaiá por compra de votos e abuso de poder político

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A Justiça Eleitoral determinou, em primeira instância, a cassação dos mandatos do prefeito de Sarutaiá (SP), João Antonio Fuloni, conhecido como João da Tapera, e do vice-prefeito Alessandro José de Lova, ambos do Republicanos, por abuso de poder político e compra de votos durante a campanha eleitoral. A decisão foi assinada na noite desta terça-feira (29), pela juíza Roberta de Oliveira Ferreira Lima, da 234ª Zona Eleitoral de Fartura.

Segundo a sentença, áudios de mensagens e depoimentos de testemunhas comprovam que pelo menos dez eleitores foram aliciados mediante pagamento de R$ 400 cada — valor que era parcelado, com metade paga antes e metade após a votação. A ação também apontou que eleitores como Adriano Alves, apoiador dos investigados, atuavam diretamente no contato com moradores para oferecer a proposta.

A decisão prevê as seguintes punições:
  • Cassação imediata dos mandatos de João Antonio Fuloni e Alessandro José de Lova;
  • Multa individual de R$ 45 mil aos dois políticos por uso indevido de recursos para a compra de votos;
  • Inelegibilidade por oito anos para ambos, além do eleitor envolvido, Adriano Alves;
  • Suspensão imediata dos mandatos, por meio de tutela de urgência;
  • Nomeação provisória do presidente da Câmara Municipal para o cargo de prefeito.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) também alertou que, caso a decisão não seja cumprida até as 9h do dia 12 de agosto, será feita uma retotalização dos votos, excluindo os considerados nulos da chapa cassada.

Apesar da sentença, João da Tapera e seu vice seguem no cargo, pois ainda cabe recurso. A defesa dos investigados confirmou que irá recorrer, alegando que não há provas robustas para justificar a cassação e que a decisão é prejudicial à população que os elegeu democraticamente.

A Prefeitura de Sarutaiá afirmou, em nota, que até a manhã desta quarta-feira (30), ainda não havia sido oficialmente notificada da decisão e aguarda os trâmites legais para tomar as providências cabíveis.

A defesa de Adriano Alves, terceiro envolvido na sentença, não foi localizada até o momento.

Com informações do site g1