A Justiça Federal condenou um dos envolvidos no ataque a agência do Banco do Brasil em Ourinhos, ocorrido no dia 2 maio de 2020. Tiago Tadeu Faria, que é conhecido com Gianechini, foi condenado a 19 anos, 8 meses e 25 dias de prisão pela participação no assalto a agência da Caixa Econômica Federal no dia 5 de setembro de 2018 em Bauru (SP) (133 km de Ourinhos).
A decisão publicada na segunda-feira, 8, é em primeira instância e ainda cabe recurso. Na sentença. a juíza Maria Catarina Souza Martins Fazzio, julgou procedente as provas materiais colhidas durante as investigações que comprovaram, por meio de exames de DNA, a presença de Tiago na cena do crime.
O réu foi preso no ano passado em São Paulo no cumprimento do mandado de prisão temporária por participação em outro roubo ocorrido em uma agência bancária de Iacanga em 2016. Tiago também é investigado por participação em outros dois assaltos ocorridos no passado em Ourinhos, em maio, e em Botucatu, no mês de julho.
Em Ourinhos Tiago chegou a ter uma caminhonete apreendida, por problemas na documentação, antes do assalto.
Em Botucatu, Tiago teria participação nos ataques de uma quadrilha com 40 homens contra agências, em uma madrugada de terror na cidade. A ação terminou com um homem morto e dois policiais militares feridos.
O material genético dele foi colhido com autorização judicial em objetos apreendidos em sua cela na Penitenciária de Presidente Bernardes e comparado com o encontrado em uma touca deixada em um dos veículos abanados pelos criminosos após o assalto em Bauru e em uma bituca de cigarro.
Na decisão, a Juíza também manteve a prisão preventiva do réu, portanto ele não poderá recorrer em liberdade. A defesa do réu nega a participação dele no crime e afirmou que material foi colhido por meio de extorsão praticada por policiais civis que Tiago vinha sofrendo.
No entanto, na sentença a juíza alega que não há correlação entre os fatos, porque a denúncia de extorsão teria sido feita posteriormente ao assalto ocorrido em Bauru e contra policiais civis da capital paulista e o recolhimento das provas do ataque a agência foi realizado pela Polícia Federal e não a Civil.
Tiago também foi identificado como o ex-integrante de uma escola de samba que invadiu a apuração e rasgou as notas dos jurados no carnaval de 2012.





