Leonardo Silva, de 18 anos, acusado de matar e enterrar o corpo de Nilza Costa Pingoud, de 62 anos, no quintal de sua casa, em Barretos (SP), apresenta, pelo menos, três tipos de transtorno mental, de acordo com um laudo médico assinado pelo psiquiatra forense Hewdy Lobo Ribeiro e uma equipe de psicólogos. O documento foi solicitado pela defesa de Leonardo, que, com base nos resultados, entrou com um pedido de incidente de insanidade mental perante a Justiça. O julgamento do acusado está agendado para o dia 15 de dezembro, e a decisão do juiz sobre o pedido de insanidade mental ainda não foi tomada.
O crime ocorreu em julho deste ano, quando o corpo de Nilza foi encontrado enterrado no quintal de sua casa. O comportamento de Leonardo no momento de sua prisão chamou a atenção, pois ele confessou o crime de forma debochada, alegando vingança e demonstrando nenhum arrependimento.
O laudo médico aponta que o acusado sofre de três transtornos mentais: Transtorno de Personalidade Esquizoide, Transtorno de Personalidade com Instabilidade Emocional - Comportamentos Impulsivos, e Outros Transtornos Mentais e Comportamentais Devidos ao Uso de Múltiplas Drogas e ao Uso de Outras Substâncias Psicoativas. Além disso, os especialistas também diagnosticaram Transtorno Afetivo Bipolar e Transtorno de Personalidade Histriônico, embora esses dois transtornos tenham sido considerados incompletos.
Caso o pedido de insanidade mental seja aceito pelo juiz, o processo de investigação do assassinato de Nilza pode ser suspenso até que o incidente de insanidade mental seja julgado. Se o perito judicial chegar à mesma conclusão que o perito indicado pela defesa, Leonardo pode ser encaminhado para um hospital psiquiátrico. Caso contrário, o processo sobre a morte de Nilza prosseguirá.
Segundo a Polícia Civil, o crime foi planejado por Leonardo em retaliação por ter sido demitido por Nilza, que o havia acolhido inicialmente e oferecido trabalho em sua residência. A maior motivação do acusado teria sido financeira, e ele chegou a gastar o dinheiro da vítima após o crime. A investigação também revelou que Leonardo tentou subornar conhecidos para se livrar do corpo, ameaçando um deles com uma arma.
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