Líder de grupo criminoso é preso, e mercadorias de camelódromo de Londrina e carros de luxo são apreendidos em operação da PF

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Um dos líderes de uma organização criminosa de importação irregular de produtos eletrônicos foi preso nesta terça-feira (9) em uma operação da Polícia Federal (PF) deflagrada em Londrina (160 km de Ourinhos), no norte do Paraná. A ação também apreendeu mercadorias de lojas do camelódromo, levadas em dois caminhões para a Receita Federal, e nove veículos de luxo.

Ao todo, foram 57 mandados, sendo 56 de busca e apreensão cumpridos. As ordens judicias também foram executadas nos estados de São Paulo e Ceará.

Em Londrina, 13 lojas do camelódromo foram alvo da operação, além de lojas da Zona Leste e condomínios e imóveis de luxo na cidade. Os donos dos estabelecimentos, conforme investigação, faziam parte de um esquema que teria movimentado mais de R$ 1 bi em dois anos, segundo a PF.

Durante a ação dos agentes, algumas ruas tiveram bloqueio e acesso restrito para trabalhadores e moradores.

Também foi determinado o bloqueio de mais de R$ 428 milhões em contas bancárias de pessoas ligadas ao grupo criminoso e empresas utilizadas para a lavagem de dinheiro.

O valor representa o prejuízo causado pelo grupo, de 17 membros, por sonegação de imposto, conforme o delegado.

A ação é batizada de "Modo Avião" e ocorreu em parceria com a Receita Federal, com atuação de 300 agentes.

Conforme a polícia, os investigados vão responder pelo crime de descaminho, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosas. Somadas, as penas chegam a 22 anos de prisão.

Investigações

De acordo com o delegado, as investigações começaram após uma comunicação do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou movimentações financeiras atípicas na região de Londrina.

A PF confirmou as informações e deu início a uma investigação que mostrou o crime de lavagem de dinheiro sendo praticado com dinheiro oriundo da importação ilegal de produtos eletrônicos, como celulares, caixas de som e acessórios.

As mercadorias eram adquiridas no Paraguai e depois comercializadas sem nota fiscal e sem declaração de impostos.

O delegado informou que as investigações mostraram que os valores em produtos superaram os R$ 2 milhões.

O outro líder do grupo, conforme a polícia, permanece foragido.

As informações são do g1

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