Lojistas e comerciantes em geral, que atuam na área central de Ourinhos procuraram a redação do Passando a Régua, na tarde desta quinta-feira, 7, para fazer um alerta sobre a presença de um grupo de pessoas, que estariam desrespeitando as medidas sanitárias de proteção contra a Covid-19, realizando abordagens incômodas e ainda utilizando crianças para pedir dinheiro em estabelecimentos comerciais.
Um lojista, que pediu para não ser identificado, disse acreditar que tal grupo, formado principalmente por mulheres e crianças, seria de “ciganos”. Enquanto as adultas abordam as pessoas pedindo para fazer a “leitura das mãos”, também conhecida como quiromancia, dizendo que podem prever o futuro, as crianças pedem dinheiro.
“Estão fazendo abordagens das pessoas o tempo todo, não utilizam nenhum tipo de máscaras e ainda colocam as suas crianças de várias idades para entrar dentro das lojas e pedir dinheiro”, contou o lojista.
Ainda segundo o comerciante, ele presenciou uma “briga terrível entre elas (ciganas) onde várias pessoas presenciaram e pensamos que ia haver morte”.
Ele pede para que as autoridades possam tomar alguma atitude.
Outro município disse: “Os ciganos que estão ficando no centro estão ameaçando pessoas funcionários do comercio. Hoje na sorveteria Adorei Tia Lú deram de dedo no rosto de uma funcionária e cometeram racismo, chamando a funcionária de macaca.

Formado em sua maioria por mulheres, o grupo não respeita as medidas de higiene contra a Covid-19 (Foto: Arquivo Pessoal)

Crianças entram em estabelecimentos para pedir dinheiro (Foto: Arquivo Pessoal)
O Passando a Régua entrou em contato com a Vigilância Sanitária de Ourinhos, que nos respondeu dizendo que fiscais seriam encaminhados à área central para fazer a verificação.
Tentamos falar com o Conselho Tutelar, porém até o fechamento da matéria não conseguimos ser atendidos.
A chuva que atingiu Ourinhos na tarde de hoje serviu para dispersar o grupo.

Ciganos
Ciganos é um exônimo para roma (em singular: rom, termo que, traduzido para o português, significa "homem") e designa um conjunto de populações nômades que têm, em comum, a origem indiana e uma língua (o romani) originária do noroeste do subcontinente indiano. Também são conhecidos pelos termos boêmios, gitanos, calons (no Brasil), judeus (em Minas Gerais), quicos (em Minas Gerais e São Paulo), calés e calós.
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