O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (21) uma lei que prevê o perdão de dívidas de microempreendedores individuais (MEIs), contraídas até 13 de outubro de 2026.
Segundo informações divulgadas pelo g1, a medida poderá beneficiar aproximadamente 3,6 milhões de empreendedores, com débitos que somam cerca de R$ 12,6 bilhões.
A proposta também prevê o aumento do limite anual de faturamento dos MEIs para R$ 140 mil a partir de 2028, a possibilidade de contratação de até dois funcionários em determinadas condições e mudanças nas exigências de emissão de notas fiscais para NanoMEIs.
Apesar do possível alívio financeiro, especialistas alertam que o perdão das dívidas não resolve, sozinho, os problemas que levam pequenos negócios ao endividamento.
Três erros que levam os MEIs ao vermelho
De acordo com especialistas ouvidos pelo g1, três fatores estão entre as principais causas das dificuldades financeiras dos microempreendedores:
1. Misturar dinheiro pessoal com o da empresa
Um dos erros mais comuns é utilizar o dinheiro recebido pelo negócio para pagar despesas particulares, como cartão de crédito, supermercado e contas da família.
O problema é que nem todo valor recebido representa lucro. Parte do faturamento precisa ser destinada ao pagamento de fornecedores, impostos e despesas necessárias para manter a atividade.
2. Falta de planejamento financeiro
Empreendedores que não acompanham receitas, despesas e compromissos futuros podem enfrentar dificuldades mesmo quando as vendas aumentam.
Especialistas recomendam registrar todas as movimentações financeiras, estabelecer um valor fixo para retiradas pessoais e criar uma reserva para períodos de menor faturamento.
3. Recorrer a empréstimos caros
A dificuldade de acesso a crédito com condições adequadas também contribui para o endividamento.
O uso frequente do cheque especial, do crédito rotativo do cartão e de novos empréstimos para quitar dívidas antigas pode comprometer ainda mais as finanças.
Como evitar novas dívidas?
O planejador financeiro Antonio Maciel recomenda que os empreendedores mantenham separados os recursos pessoais e empresariais, acompanhem o fluxo de caixa e avaliem cuidadosamente as condições de qualquer renegociação.
Também é importante comparar o Custo Efetivo Total (CET) dos empréstimos, considerando juros, tarifas e demais encargos.
Segundo os especialistas, uma parcela menor nem sempre significa uma dívida mais barata, já que prazos maiores podem elevar consideravelmente o valor final pago.
A orientação é identificar a origem das dificuldades financeiras antes de contratar novos empréstimos ou renegociar compromissos.
O perdão das dívidas pode representar uma oportunidade de reorganização para milhões de MEIs, mas a manutenção da saúde financeira dos negócios dependerá também de planejamento, controle de gastos e uso consciente do crédito.
Fonte: g1, com informações e análises de especialistas em economia e planejamento financeiro.
Segundo informações divulgadas pelo g1, a medida poderá beneficiar aproximadamente 3,6 milhões de empreendedores, com débitos que somam cerca de R$ 12,6 bilhões.
A proposta também prevê o aumento do limite anual de faturamento dos MEIs para R$ 140 mil a partir de 2028, a possibilidade de contratação de até dois funcionários em determinadas condições e mudanças nas exigências de emissão de notas fiscais para NanoMEIs.
Apesar do possível alívio financeiro, especialistas alertam que o perdão das dívidas não resolve, sozinho, os problemas que levam pequenos negócios ao endividamento.
Três erros que levam os MEIs ao vermelho
De acordo com especialistas ouvidos pelo g1, três fatores estão entre as principais causas das dificuldades financeiras dos microempreendedores:
1. Misturar dinheiro pessoal com o da empresa
Um dos erros mais comuns é utilizar o dinheiro recebido pelo negócio para pagar despesas particulares, como cartão de crédito, supermercado e contas da família.
O problema é que nem todo valor recebido representa lucro. Parte do faturamento precisa ser destinada ao pagamento de fornecedores, impostos e despesas necessárias para manter a atividade.
2. Falta de planejamento financeiro
Empreendedores que não acompanham receitas, despesas e compromissos futuros podem enfrentar dificuldades mesmo quando as vendas aumentam.
Especialistas recomendam registrar todas as movimentações financeiras, estabelecer um valor fixo para retiradas pessoais e criar uma reserva para períodos de menor faturamento.
3. Recorrer a empréstimos caros
A dificuldade de acesso a crédito com condições adequadas também contribui para o endividamento.
O uso frequente do cheque especial, do crédito rotativo do cartão e de novos empréstimos para quitar dívidas antigas pode comprometer ainda mais as finanças.
Como evitar novas dívidas?
O planejador financeiro Antonio Maciel recomenda que os empreendedores mantenham separados os recursos pessoais e empresariais, acompanhem o fluxo de caixa e avaliem cuidadosamente as condições de qualquer renegociação.
Também é importante comparar o Custo Efetivo Total (CET) dos empréstimos, considerando juros, tarifas e demais encargos.
Segundo os especialistas, uma parcela menor nem sempre significa uma dívida mais barata, já que prazos maiores podem elevar consideravelmente o valor final pago.
A orientação é identificar a origem das dificuldades financeiras antes de contratar novos empréstimos ou renegociar compromissos.
O perdão das dívidas pode representar uma oportunidade de reorganização para milhões de MEIs, mas a manutenção da saúde financeira dos negócios dependerá também de planejamento, controle de gastos e uso consciente do crédito.
Fonte: g1, com informações e análises de especialistas em economia e planejamento financeiro.
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