No último dia 30 de abril, Rafaella de Oliveira Guerino Gozeloto, uma menina de apenas 7 anos de idade, partiu deixando um vazio imensurável em sua família e em toda a cidade de Ourinhos. Rafaella estudava na Escola Municipal Jornalista Miguel Farah e estava com suspeita de dengue.
O relato comovente veio diretamente de sua mãe, Hirêda Guerino, moradora do Jardim São Silvestre em Ourinhos, que compartilhou os detalhes dolorosos de tudo que antecedeu e ocorreu durante a partida de sua amada filha. Em um texto carregado de emoção e dor, Hirêda, que autorizou a sua publicação no Passando a Régua, descreveu momentos que marcaram profundamente sua vida e a de sua família.
No relato, Hirêda recorda um momento peculiar dias antes da tragédia, quando visitou o túmulo de seu irmão, Wellington Guerino, que faleceu aos 38 anos de Covid-19, acompanhada por Rafaela e sua outra filha, Maria, de 9 anos. Rafaella, de forma tocante e inocente, demonstrou uma conexão singular com o falecido tio, levando sua mãe a registrar o momento em vídeo (veja abaixo). Este episódio, agora revisitado com lágrimas nos olhos, pareceu ser um prenúncio do que estava por vir.

O tio Wellington, que faleceu há 3 anos e Rafaella que nos deixou no dia 30 (Foto: Reprodução)
O destino sombrio começou a se desenhar quando Rafaela foi hospitalizada com sintomas de dengue, aparentemente uma condição comum. Contudo, o que parecia ser uma enfermidade passageira se revelou uma batalha pela vida da jovem. A mãe, Hirêda, narra com angústia o momento em que sua filha previu sua própria partida, como se já soubesse o desfecho inevitável que os aguardava.
O relato atinge seu ápice quando Hirêda descreve o último adeus a sua filha na UTI do hospital. Em um momento de comunhão espiritual e despedida, Hirêda sentiu a presença reconfortante de Rafaella, permitindo-lhe a passagem. A mãe, entre lágrimas e fé, deu a sua filha a permissão final para seguir em paz, um momento de partida que ficará marcado para sempre em sua memória.
A dor da perda é acompanhada por um misto de perplexidade e aceitação diante dos eventos inexplicáveis que cercaram a partida de Rafaella. Os exames médicos revelaram que, ironicamente, a menina estava saudável, com exceção do diagnóstico de dengue. Uma reviravolta que só acrescenta mistério a essa triste narrativa.
Este relato comovente ecoa não apenas como uma história de perda, mas como um testemunho de amor incondicional entre mãe e filha, e da força que a fé pode proporcionar em momentos de profunda dor. Neste momento de luto, todos se unem em solidariedade à família Guerino, oferecendo apoio e conforto em meio à tempestade da tragédia.
Confira o relato na íntegra, que foi postado na rede social da mãe:
O relato comovente veio diretamente de sua mãe, Hirêda Guerino, moradora do Jardim São Silvestre em Ourinhos, que compartilhou os detalhes dolorosos de tudo que antecedeu e ocorreu durante a partida de sua amada filha. Em um texto carregado de emoção e dor, Hirêda, que autorizou a sua publicação no Passando a Régua, descreveu momentos que marcaram profundamente sua vida e a de sua família.
No relato, Hirêda recorda um momento peculiar dias antes da tragédia, quando visitou o túmulo de seu irmão, Wellington Guerino, que faleceu aos 38 anos de Covid-19, acompanhada por Rafaela e sua outra filha, Maria, de 9 anos. Rafaella, de forma tocante e inocente, demonstrou uma conexão singular com o falecido tio, levando sua mãe a registrar o momento em vídeo (veja abaixo). Este episódio, agora revisitado com lágrimas nos olhos, pareceu ser um prenúncio do que estava por vir.

O tio Wellington, que faleceu há 3 anos e Rafaella que nos deixou no dia 30 (Foto: Reprodução)
O destino sombrio começou a se desenhar quando Rafaela foi hospitalizada com sintomas de dengue, aparentemente uma condição comum. Contudo, o que parecia ser uma enfermidade passageira se revelou uma batalha pela vida da jovem. A mãe, Hirêda, narra com angústia o momento em que sua filha previu sua própria partida, como se já soubesse o desfecho inevitável que os aguardava.
O relato atinge seu ápice quando Hirêda descreve o último adeus a sua filha na UTI do hospital. Em um momento de comunhão espiritual e despedida, Hirêda sentiu a presença reconfortante de Rafaella, permitindo-lhe a passagem. A mãe, entre lágrimas e fé, deu a sua filha a permissão final para seguir em paz, um momento de partida que ficará marcado para sempre em sua memória.
A dor da perda é acompanhada por um misto de perplexidade e aceitação diante dos eventos inexplicáveis que cercaram a partida de Rafaella. Os exames médicos revelaram que, ironicamente, a menina estava saudável, com exceção do diagnóstico de dengue. Uma reviravolta que só acrescenta mistério a essa triste narrativa.
Este relato comovente ecoa não apenas como uma história de perda, mas como um testemunho de amor incondicional entre mãe e filha, e da força que a fé pode proporcionar em momentos de profunda dor. Neste momento de luto, todos se unem em solidariedade à família Guerino, oferecendo apoio e conforto em meio à tempestade da tragédia.
Confira o relato na íntegra, que foi postado na rede social da mãe:
“Dia 08/04/2024, fez 3 anos que meu irmão morreu, dia 10/04 ,eu fui levar um arranjo de flores para o túmulo e a Maria e Rafa foram comigo. Maria e eu ficamos olhando para o cemitério,e a RAFA abaixou e começou a fazer carinho no túmulo do meu irmão, aí ela perguntou, o tio está aqui?, Falei que sim . Aí ela tentou de novo, mas ele está aqui embaixo mesmo?, Falei o corpo dele está aí, mas a alma ,o espírito está no céu. Aí ela abaixou mais e começou a conversar com ele, achei muito curiosa aquela cena, e gravei. Quando perguntei o que ela havia falado, ela disse não posso falar, é coisa minha e dele. Eu achei que depois ela falaria, comentei com a minha mãe essa situação, aí perguntamos para a RAFA, insistimos, chantageamos e mesmo assim ela disse ,não posso falar, é coisa minha e dele.
Dia 30/04,por volta das 18:30 entramos no hospital ,achei que ela tomaria um soro , um medicamento e sairia, pois estava com sintomas de dengue, estávamos no hospital, ela com a pressão baixa, a médica me disse mãe o estado da Rafaella é gravíssimo e ela vai ter que ir para UTI, ali vi que realmente era grave. A RAFA estava querendo apagar , piorando na minha frente, quando a médica colocou a máscara de oxigênio ela deu um grito, TIRA, eu tirei por segundos, e falei ,filha vc precisa ficar de máscara, ela falou quero te falar uma coisa, MAMÃE EU VOU MORRER! Ah meu mundo caiu, ela sabia , ela já sabia que ia partir e me avisou ali, para eu saber que seria a última vez nossa juntas. Corremos pelo corredor até a UTI, ela entrou ,eu fiquei. A médica voltou para a primeira notícia, a RAFA estava em uma parada cardíaca, e eles tentando reanima-la e que não desistiram, ali ficaram por horas. E na porta da UTI ,estávamos ,meu pai, o pai da RAFA ,a psicóloga e eu, aflitos, rezando , implorando a Deus. A médica vinha e eu gelava.
Ela não ia desistir e se passaram quatro horas e meia tentando a reanimação , quando elas paravam a massagem, o coração parava ,mas eles massageando ela voltava, mas não conseguia se manter viva. Pediram que a gente entrasse para nos despedimos, ela estava na pior situação que poderíamos vê-la, mas tentando, lutando, que difícil, quanta impotência, quanto sofrimento.
Aí ,o meu pai foi lá fora falar com a minha mãe, o pai da RAFA estava na sala de espera com a psicóloga e eu sentada em frente a porta da UTI, suplicando a Deus,e falando com a RAFA, pedindo pelo amor de Deus para ela lutar para voltar para a mim, estávamos ligadas ali naquele momento, e de repente a porta que ficava fechada, se abriu suavemente e veio uma brisa fria em meu rosto, era ela, eu senti a RAFA na minha frente, ela veio ali pedir permissão para partir, e eu falei com ela , Filha eu sei que vc está aqui , tô sentindo vc , meu amor se vc quiser ficar ,fica ,mas se vc tiver que ir, pode ir, vou morrer de saudade,mas vou ficar bem, pode ir minha filha, te amo pra sempre.
E foi ali que ela partiu, vinte minutos depois a médica veio dar a notícia. E disse que todos os exames deram perfeitos, ela estava absolutamente normal, saudável, que o único exame que deu positivo foi da dengue, foi por isso que não desistiram de tentar salva-la. A RAFA foi embora, voltou para casa, foi junto com o tio.
Ali tudo se encaixou, a conversa com meu irmão no túmulo, e o mistério, a hora que ela disse que ia morrer, ela já sabia e a hora que veio me pedir para descansar,como nossa última despedida.
É surreal, ainda estou aérea com tudo isso, mas foi tudo tão forte que tinha que compartilhar com todos. Agradeço a todos por essa força enorme que estão nos dando. Deus abençoe a todos”.
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