Mãe de 62 anos de Itapetininga realiza sonho e dá à luz após promessa de fé e fertilização in vitro

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Como um presente de aniversário antecipado, Carmelina Alves Albino, de 62 anos, moradora de Itapetininga (SP), viveu um dos momentos mais marcantes de sua vida: o nascimento da filha Miriã Victória, na noite de segunda-feira (20), em um hospital de São Paulo (SP).

A bebê, considerada pela família como a “promessa de Deus”, nasceu com 2,5 kg e 46 centímetros, após uma gestação de 36 semanas — fruto de um procedimento de fertilização in vitro (FIV). Por conta da prematuridade, Miriã passou as primeiras horas em uma incubadora, mas, segundo o pai, Jefferson Albino, passa bem.

“Sentimento maravilhoso! Ontem segurei na mãozinha dela. Ela esteve na incubadora, mas já foi para o quarto e está muito bem, graças a Deus”, contou o pai emocionado.



Promessa e fé
O nascimento de Miriã foi interpretado pela família como o cumprimento de uma profecia feita por um pastor, em agosto de 2024. Segundo Jefferson, o casal recebeu a revelação de que teriam mais dois filhos, Miriã e Moisés, mesmo após diversas tentativas frustradas de FIV nos anos de 1998, 2016 e 2019.

“Foi uma promessa de Deus. O pastor foi usado por Ele e disse que a Miriã estava chegando. E hoje, em outubro de 2025, nasceu a promessa. Mesmo diante das dificuldades, o grande dia chegou”, celebrou o marido.

Recuperação e expectativa
Carmelina segue em recuperação na UTI, também por precaução devido ao parto prematuro, e deve ser transferida ao quarto nesta quarta-feira (22). Em breve, mãe e filha devem receber alta.

A família já estava preparada para a chegada da pequena: o quartinho rosa foi pintado e decorado pelo próprio pai no início de outubro. Carmelina e Jefferson são casados há quase 30 anos e têm outros cinco filhos, com idades entre 22 e 42 anos, além de nove netos, de 4 a 19 anos.

“Não tive nenhuma preocupação quanto à idade. Estou preparada fisicamente, psicologicamente e emocionalmente para essa maravilhosa gestação”, afirmou Carmelina, que sempre acreditou no sonho de ser mãe novamente.

Caso raro no Brasil
Segundo o médico Lister Salgueiro, especialista em reprodução humana que acompanha casos há quase 30 anos em Sorocaba, Carmelina está entre as três mulheres mais velhas do país a engravidar por meio de FIV.

“Oficialmente, no Brasil, a gestante mais velha tinha 65 anos. Carmelina é um dos casos mais raros e bem-sucedidos que acompanhei”, explicou o profissional.

No país, não há um limite de idade por lei para a realização da fertilização in vitro, mas o procedimento só é permitido a pacientes que atendam a critérios rigorosos de saúde — como ocorreu com Carmelina.

Enquanto mãe e filha se recuperam, a família Albino celebra o milagre que considera um presente divino e de amor incondicional, marcando uma nova etapa na vida de todos.