A mãe da menina que foi encontrada morta dias depois de desaparecer enquanto brincava em uma praça de Chavantes (SP) disse a um site, que está vivendo um pesadelo após o ocorrido e que ainda não consegue acreditar sobre a morte da filha.
“Parece que eu vou acordar e ver ela”, admitiu a mulher.
Fabiana Aparecida Pestana contou nesta quinta-feira, 16, ao site G1 (pertence ao grupo Globo) que está a base de calmantes desde a morte da filha e que, a cada dia que passa, a dor da perda fica pior.
“Estou a base de calmantes, não tenho vontade de comer, de nada. Você não imagina como está. Cada dia que passa está pior”, lamenta a mãe.
Emanuelle Pestana de Castro, de 8 anos, foi encontrada morta na segunda-feira (13) na zona rural de Chavantes, depois que o assassino confesso, Aguinaldo Guilherme Assunção indicou o local do corpo.
Emanuelle foi enterrada na terça-feira (14) no Cemitério Municipal de Chavantes, no distrito de Irapé, sob forte comoção. Segundo a mãe, ela era uma menina muito querida por todos na cidade.

Emanuelle foi enterrada sob forte comoção no cemitério de Chavantes — Foto: Reprodução/TV TEM
“A minha filha era alegre, ela gostava de brincar. Ela gostava de fazer amizade, todo mundo gostava dela. Ela era um pouquinho rebelde, mas era muito vaidosa, adorava passar batom. Ela era linda, você viu?”, questiona Fabiana.
Além de Emanuelle, Fabiana tem outros dois filhos: a Giovana, de 18 anos, e o Paulo Henrique, de 6. Segundo ela, o irmão mais novo era muito próximo a Emanuelle e não entende direito o que está acontecendo.
Para distanciá-lo do sofrimento, a mãe conta que familiares levaram o menino para São Pedro do Turvo. Lá, a mãe ouviu de um parente que Paulo tinha guardado duas das bolachas que tinha ganhado para levar de volta à irmã.
“Tudo Emanuelle dividia com ele, ela defendia ele”, lembra Fabiana.
Crime
Segundo a polícia, a criança foi atraída pelo suspeito para colher mangas em uma área de mata e foi morta com 13 facadas.
Aguinaldo relatou à polícia que ele matou Emanuelle por vingança contra a mãe dela que, segundo ele, não deixava que ela brincasse com o enteado dele.
Segundo o delegado Antônio José Fernandes Vieira, Aguinaldo já havia sido condenado e cumpriu pena em 1988 por ter assassinado o irmão.
O delegado também afirmou que, mesmo depois da morte de Aguinaldo, a investigação sobre o caso vai prosseguir normalmente. "O inquérito que apura o homicídio de Emanuelle terá seguimento até que todas as circunstâncias do ocorrido sejam estabelecidas", afirma.
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Aguinaldo teria convidado a menina para colher mangas em canavial — Foto: Reprodução/Facebook
Informações G1





