A mãe de Ângelo Marcos dos Santos Nogueira, que morreu após ser atropelado por um padre enquanto fugia depois de ter furtado a casa paroquial de Santa Cruz do Rio Pardo (SP), pediu uma indenização de pouco mais de R$ 1,05 milhões por danos morais e materiais. O caso ocorreu no dia 7 de maio de 2022. Ângelo teria levado três moletons e uma camiseta da casa paroquial.
Na ação, ajuizada na 3ª Vara Cível no Foro de Santa Cruz do Rio Pardo, além de cobrar o valor do padre, o pedido também é direcionado contra a diocese de Ourinhos (SP), responsável pela gestão da paróquia onde o frei Gustavo Trindade dos Santos atuava até o atropelamento. O processo tem como requerente Benedita Ângela dos Santos Nogueira, mãe de Ângelo.
No dia 24 de janeiro, o juiz Marcelo Soares Mendes concedeu "à autora a gratuidade judiciária" pois "trata-se de ação de indenização por danos morais e materiais". Na decisão, ele ainda estipula o prazo de 15 dias para a defesa se manifestar, "sob pena de serem considerados verdadeiros os fatos descritos na inicial, arcando os réus com o ônus da revelia".
Segundo o pedido, os valores requeridos foram estipulados com base na expectativa de tempo de vida e de extensão de danos para a mãe. R$500 mil por danos morais e R$552.973, 69, de danos materiais, alegando que seria total de rendimento que Ângelo iria receber até completar 75 anos.
A diocese de Ourinhos ainda não se manifestou publicamente sobre o pedido de indenização.

Ângelo e o padre (Foto: Reprodução)
Na última sexta-feira (27), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) realizou a audiência de instrução e julgamento sobre o caso, sendo esta a primeira etapa do processo, no qual o juiz irá analisar se o réu será submetido a júri popular ou não.
Na audiência que durou quase quatro horas, realizada por videoconferência, foram ouvidos cinco testemunhas e o réu. Agora, as partes irão apresentar as alegações finais por escrito, sendo que o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) tem cinco dias para isso, prazo que pode ser prorrogado.
O padre responde em liberdade por homicídio qualificado, após o promotor responsável pedir o aditamento da queixa contra o religioso por conta da morte de Ângelo, no dia 27 de julho de 2022, por complicações decorrentes do atropelamento, segundo laudo do Instituto Médico Legal (IML).
O juiz Pedro de Castro e Souza, da Vara Criminal de Santa Cruz do Rio Pardo, aceitou a mudança envolvendo a natureza do crime. Ele foi qualificado pela "utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima".
As informações são do site g1





