Uma denúncia de possíveis maus-tratos contra uma menina de apenas 4 anos, diagnosticada com síndrome de Down e que não se comunica verbalmente, causou indignação em Chavantes (SP). O caso envolve a Creche Nassib Moforrej, localizada no distrito de Irapé, e chegou à redação do Passando a Régua na noite desta quarta-feira (7).
A mãe da criança, Talita, de 32 anos, publicou um vídeo nas redes sociais relatando uma situação que, segundo ela, foi descoberta após uma ligação anônima. A pessoa que entrou em contato afirmou que sua filha estaria sofrendo maus-tratos dentro da unidade escolar, incluindo episódios em que teria sido mantida amarrada em um cadeirão e ficado presa dentro de uma secadora de roupas.
Abalada, a mãe procurou o Conselho Tutelar e registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Chavantes. Ela pede esclarecimentos sobre o que realmente aconteceu e acesso às imagens das câmeras de monitoramento da creche.
Até o momento, as acusações de maus-tratos não foram comprovadas, e as circunstâncias do episódio envolvendo a secadora ainda precisam ser esclarecidas.
Ligação anônima revelou suspeitas de maus-tratos
No vídeo divulgado nas redes sociais, Talita contou que recebeu uma ligação de número privado, na qual uma pessoa, que não se identificou, relatou situações preocupantes envolvendo sua filha.
Segundo a denúncia recebida pela mãe, a menina seria colocada em um cadeirão logo após chegar à creche e permaneceria presa ao equipamento, sendo retirada apenas para a alimentação.
“Na ligação a pessoa me falou que, no momento que eu deixava a minha filha na creche, eles já pegavam a minha filha e amarravam num cadeirão, e que eles tiravam a minha filha do cadeirão só pra passar pra outro cadeirão, que seria o de alimentação”, relatou.
A pessoa também teria informado que a criança ficou presa dentro de uma máquina por horas, porque os funcionários não conseguiam retirá-la.
A mãe afirma que ficou desesperada ao receber as informações, principalmente porque sua filha não consegue contar verbalmente o que acontece durante o período em que permanece na unidade.
Direção teria confirmado episódio envolvendo secadora de roupas
Após receber a denúncia, Talita procurou a direção da creche para pedir esclarecimentos.
Conforme o boletim de ocorrência, a diretora informou inicialmente que iria verificar os fatos. Na manhã seguinte, por volta das 7h13, teria retornado o contato e informado que havia solicitado as gravações das câmeras de monitoramento.
Segundo o relato registrado pela mãe na delegacia, a direção confirmou que a criança havia ficado presa em uma secadora de roupas, mas apresentou a informação de que ela teria entrado no equipamento após sair de um cadeirão.
Essa versão, entretanto, foi questionada por Talita, que destacou a pouca idade da filha e a necessidade de acompanhamento constante.
“Minha filha tem quatro anos, ela é especial. E ela tem a professora dela dentro da sala, e ela tem outra professora pra acompanhar ela”, afirmou.
A mãe também questionou como uma criança poderia ter saído de um cadeirão alto e entrado em uma secadora sem que os profissionais responsáveis percebessem.
“Como que uma criança entra dentro de uma secadora, uma máquina? Cadê os professores?”, perguntou.
O boletim não esclarece como a menina entrou na secadora, por quanto tempo permaneceu no equipamento ou se houve participação de algum funcionário no episódio.
Criança deveria contar com acompanhamento específico
De acordo com as informações registradas na Polícia Civil, a menina frequenta a creche no período da manhã, das 7h às 12h.
Após esse horário, ela é transportada por uma van disponibilizada pela APAE de Chavantes, onde permanece até as 17h.
A mãe informou que a filha conta com acompanhamento específico na creche, realizado por monitoras que se revezam nos cuidados com a criança.
Diante disso, Talita questiona como os episódios relatados poderiam ter acontecido sem a intervenção dos profissionais responsáveis.
A principal preocupação da família é descobrir se a situação envolvendo a secadora foi um episódio isolado ou se outros acontecimentos semelhantes ocorreram anteriormente.
Mãe procurou Conselho Tutelar e registrou boletim de ocorrência
Depois de conversar com a direção da unidade, Talita procurou o Conselho Tutelar, que, segundo ela, esteve em sua residência e a orientou a registrar a ocorrência policial.
O boletim foi formalizado na Delegacia de Polícia de Chavantes, onde a mãe relatou as informações recebidas por telefone e os esclarecimentos que afirma ter obtido da direção da creche.
No documento, ela declarou que a filha não apresentava lesões aparentes, motivo pelo qual não foi requisitado exame de corpo de delito naquele momento.
O registro também informa que existem câmeras de monitoramento na unidade e que, conforme a mãe relatou ter ouvido da direção, as imagens poderão ser disponibilizadas mediante solicitação da autoridade competente.
O boletim foi encaminhado para apreciação da autoridade policial. O material apresentado não informa se já foi instaurado inquérito, se as gravações foram analisadas ou se funcionários foram ouvidos.
“Eu quero saber desde quando isso acontece com a minha filha”, desabafa mãe
Em seu vídeo, Talita demonstrou revolta e afirmou que não pretende deixar a situação sem esclarecimentos.
“Eu queria saber desde quando isso acontece com a minha filha. Porque, se isso está acontecendo com a minha filha, com certeza tem mais crianças sofrendo abusos dentro da escola”, declarou.
A afirmação sobre possíveis outras vítimas representa uma preocupação da mãe e não há, nas informações disponíveis, confirmação de outros casos.
Ela também destacou a confiança que as famílias depositam nas instituições de ensino ao deixarem seus filhos sob os cuidados de profissionais.
“Ali seria um lugar pra gente deixar os filhos da gente, pra gente trabalhar e poder ficar em paz. A gente saber que os filhos da gente estão sendo bem cuidados e estão tendo educação”, afirmou.
Em outro momento, emocionada, a mãe ressaltou a dificuldade de descobrir o que aconteceu, já que a filha não consegue se comunicar verbalmente.
“Isso aconteceu porque minha filha não sabe falar. Porque minha filha não sabe chegar e falar: mãe, me trancaram em cima de uma cadeira e me amarraram”, disse, ao expressar sua suspeita sobre o motivo das supostas agressões.
Talita afirmou que pretende continuar cobrando providências e que não vai retirar o vídeo publicado nas redes sociais.
“Eu quero resposta. Eu quero resposta. E eu vou ter resposta. Vocês não vão me calar”, declarou.
Prefeito Filipe Jacinto se manifesta sobre o caso
Diante da gravidade da denúncia, o Passando a Régua entrou em contato com o prefeito de Chavantes, Filipe Jacinto (PL), para buscar esclarecimentos sobre as providências adotadas pela administração municipal.
O prefeito afirmou que está em contato com a direção da creche para tratar da situação e buscar uma solução para o problema.
Até o momento, não foram apresentados à reportagem detalhes sobre eventuais medidas administrativas, afastamento de profissionais ou análise das gravações.
Mãe afirma que não levará mais a filha à creche
Após a denúncia, Talita afirmou que decidiu não levar mais a menina à unidade escolar.
A família também possui outra criança, de apenas nove meses, que frequenta a mesma creche.
O caso levanta questionamentos sobre os procedimentos de segurança, supervisão e acompanhamento de crianças pequenas, especialmente aquelas que necessitam de cuidados específicos.
As imagens das câmeras de monitoramento poderão ser fundamentais para esclarecer o que realmente aconteceu, identificar eventuais falhas na supervisão e verificar as denúncias relatadas pela mãe.
O caso aguarda os esclarecimentos das autoridades competentes, sendo necessário preservar os direitos da criança e garantir a apuração dos fatos, sem antecipar conclusões sobre a responsabilidade dos profissionais envolvidos.
O Passando a Régua continuará acompanhando o caso e mantém espaço aberto para manifestação oficial da direção da creche e da Prefeitura de Chavantes.
A mãe da criança, Talita, de 32 anos, publicou um vídeo nas redes sociais relatando uma situação que, segundo ela, foi descoberta após uma ligação anônima. A pessoa que entrou em contato afirmou que sua filha estaria sofrendo maus-tratos dentro da unidade escolar, incluindo episódios em que teria sido mantida amarrada em um cadeirão e ficado presa dentro de uma secadora de roupas.
Abalada, a mãe procurou o Conselho Tutelar e registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia de Chavantes. Ela pede esclarecimentos sobre o que realmente aconteceu e acesso às imagens das câmeras de monitoramento da creche.
Até o momento, as acusações de maus-tratos não foram comprovadas, e as circunstâncias do episódio envolvendo a secadora ainda precisam ser esclarecidas.
Ligação anônima revelou suspeitas de maus-tratos
No vídeo divulgado nas redes sociais, Talita contou que recebeu uma ligação de número privado, na qual uma pessoa, que não se identificou, relatou situações preocupantes envolvendo sua filha.
Segundo a denúncia recebida pela mãe, a menina seria colocada em um cadeirão logo após chegar à creche e permaneceria presa ao equipamento, sendo retirada apenas para a alimentação.
“Na ligação a pessoa me falou que, no momento que eu deixava a minha filha na creche, eles já pegavam a minha filha e amarravam num cadeirão, e que eles tiravam a minha filha do cadeirão só pra passar pra outro cadeirão, que seria o de alimentação”, relatou.
A pessoa também teria informado que a criança ficou presa dentro de uma máquina por horas, porque os funcionários não conseguiam retirá-la.
A mãe afirma que ficou desesperada ao receber as informações, principalmente porque sua filha não consegue contar verbalmente o que acontece durante o período em que permanece na unidade.
Direção teria confirmado episódio envolvendo secadora de roupas
Após receber a denúncia, Talita procurou a direção da creche para pedir esclarecimentos.
Conforme o boletim de ocorrência, a diretora informou inicialmente que iria verificar os fatos. Na manhã seguinte, por volta das 7h13, teria retornado o contato e informado que havia solicitado as gravações das câmeras de monitoramento.
Segundo o relato registrado pela mãe na delegacia, a direção confirmou que a criança havia ficado presa em uma secadora de roupas, mas apresentou a informação de que ela teria entrado no equipamento após sair de um cadeirão.
Essa versão, entretanto, foi questionada por Talita, que destacou a pouca idade da filha e a necessidade de acompanhamento constante.
“Minha filha tem quatro anos, ela é especial. E ela tem a professora dela dentro da sala, e ela tem outra professora pra acompanhar ela”, afirmou.
A mãe também questionou como uma criança poderia ter saído de um cadeirão alto e entrado em uma secadora sem que os profissionais responsáveis percebessem.
“Como que uma criança entra dentro de uma secadora, uma máquina? Cadê os professores?”, perguntou.
O boletim não esclarece como a menina entrou na secadora, por quanto tempo permaneceu no equipamento ou se houve participação de algum funcionário no episódio.
Criança deveria contar com acompanhamento específico
De acordo com as informações registradas na Polícia Civil, a menina frequenta a creche no período da manhã, das 7h às 12h.
Após esse horário, ela é transportada por uma van disponibilizada pela APAE de Chavantes, onde permanece até as 17h.
A mãe informou que a filha conta com acompanhamento específico na creche, realizado por monitoras que se revezam nos cuidados com a criança.
Diante disso, Talita questiona como os episódios relatados poderiam ter acontecido sem a intervenção dos profissionais responsáveis.
A principal preocupação da família é descobrir se a situação envolvendo a secadora foi um episódio isolado ou se outros acontecimentos semelhantes ocorreram anteriormente.
Mãe procurou Conselho Tutelar e registrou boletim de ocorrência
Depois de conversar com a direção da unidade, Talita procurou o Conselho Tutelar, que, segundo ela, esteve em sua residência e a orientou a registrar a ocorrência policial.
O boletim foi formalizado na Delegacia de Polícia de Chavantes, onde a mãe relatou as informações recebidas por telefone e os esclarecimentos que afirma ter obtido da direção da creche.
No documento, ela declarou que a filha não apresentava lesões aparentes, motivo pelo qual não foi requisitado exame de corpo de delito naquele momento.
O registro também informa que existem câmeras de monitoramento na unidade e que, conforme a mãe relatou ter ouvido da direção, as imagens poderão ser disponibilizadas mediante solicitação da autoridade competente.
O boletim foi encaminhado para apreciação da autoridade policial. O material apresentado não informa se já foi instaurado inquérito, se as gravações foram analisadas ou se funcionários foram ouvidos.
“Eu quero saber desde quando isso acontece com a minha filha”, desabafa mãe
Em seu vídeo, Talita demonstrou revolta e afirmou que não pretende deixar a situação sem esclarecimentos.
“Eu queria saber desde quando isso acontece com a minha filha. Porque, se isso está acontecendo com a minha filha, com certeza tem mais crianças sofrendo abusos dentro da escola”, declarou.
A afirmação sobre possíveis outras vítimas representa uma preocupação da mãe e não há, nas informações disponíveis, confirmação de outros casos.
Ela também destacou a confiança que as famílias depositam nas instituições de ensino ao deixarem seus filhos sob os cuidados de profissionais.
“Ali seria um lugar pra gente deixar os filhos da gente, pra gente trabalhar e poder ficar em paz. A gente saber que os filhos da gente estão sendo bem cuidados e estão tendo educação”, afirmou.
Em outro momento, emocionada, a mãe ressaltou a dificuldade de descobrir o que aconteceu, já que a filha não consegue se comunicar verbalmente.
“Isso aconteceu porque minha filha não sabe falar. Porque minha filha não sabe chegar e falar: mãe, me trancaram em cima de uma cadeira e me amarraram”, disse, ao expressar sua suspeita sobre o motivo das supostas agressões.
Talita afirmou que pretende continuar cobrando providências e que não vai retirar o vídeo publicado nas redes sociais.
“Eu quero resposta. Eu quero resposta. E eu vou ter resposta. Vocês não vão me calar”, declarou.
Prefeito Filipe Jacinto se manifesta sobre o caso
Diante da gravidade da denúncia, o Passando a Régua entrou em contato com o prefeito de Chavantes, Filipe Jacinto (PL), para buscar esclarecimentos sobre as providências adotadas pela administração municipal.
O prefeito afirmou que está em contato com a direção da creche para tratar da situação e buscar uma solução para o problema.
Até o momento, não foram apresentados à reportagem detalhes sobre eventuais medidas administrativas, afastamento de profissionais ou análise das gravações.
Mãe afirma que não levará mais a filha à creche
Após a denúncia, Talita afirmou que decidiu não levar mais a menina à unidade escolar.
A família também possui outra criança, de apenas nove meses, que frequenta a mesma creche.
O caso levanta questionamentos sobre os procedimentos de segurança, supervisão e acompanhamento de crianças pequenas, especialmente aquelas que necessitam de cuidados específicos.
As imagens das câmeras de monitoramento poderão ser fundamentais para esclarecer o que realmente aconteceu, identificar eventuais falhas na supervisão e verificar as denúncias relatadas pela mãe.
O caso aguarda os esclarecimentos das autoridades competentes, sendo necessário preservar os direitos da criança e garantir a apuração dos fatos, sem antecipar conclusões sobre a responsabilidade dos profissionais envolvidos.
O Passando a Régua continuará acompanhando o caso e mantém espaço aberto para manifestação oficial da direção da creche e da Prefeitura de Chavantes.
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