Um caso envolvendo suspeitas de fraudes pela internet praticadas por um adolescente de 15 anos será investigado pela Polícia Civil de Ourinhos (SP). A ocorrência foi registrada na manhã do último sábado (31 de outubro), na Central de Polícia Judiciária (CPJ), após a própria mãe do jovem procurar a delegacia para relatar situações que descobriu ao verificar o celular do filho.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher, mãe de quatro filhos, começou a desconfiar do comportamento do adolescente após perceber dificuldades escolares, mudanças de atitude e contatos frequentes com pessoas mais velhas por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.
Preocupada com a situação, ela decidiu verificar o conteúdo do aparelho celular e encontrou fotografias de nudez feminina, além de indícios de que o filho estaria utilizando uma identidade virtual feminina para conversar com homens e receber dinheiro.
Adolescente teria utilizado jogo Free Fire para estabelecer contatos
Conforme o relato apresentado à Polícia Civil, o adolescente afirmou inicialmente que havia obtido as fotografias pela ferramenta de buscas Google.
Entretanto, a mãe suspeita que as imagens possam ter sido obtidas ou utilizadas em contatos estabelecidos por meio do jogo eletrônico Free Fire.
Segundo ela, o filho estaria se passando por uma mulher para conversar com homens conhecidos no ambiente virtual e obter vantagens financeiras.
Durante a verificação do aparelho, a mãe encontrou uma conversa que, segundo seu relato, apresentava indícios dessa prática.
Ela também identificou a utilização de um endereço de e-mail com nome feminino, criado pelo próprio adolescente para manter as interações.
A mulher informou que diversas conversas haviam sido apagadas, dificultando a identificação de todos os contatos e a compreensão do que efetivamente teria ocorrido.
Até o momento, não há confirmação de que o jogo Free Fire tenha sido utilizado diretamente para a prática de fraude. Essa é uma das circunstâncias que deverão ser esclarecidas pela investigação.
Mãe descobriu transferências via Pix feitas por diferentes pessoas
Outro fato que chamou a atenção da mãe foi a movimentação financeira na conta bancária do adolescente.
Ela contou que havia disponibilizado um cartão para que o filho pudesse realizar pequenas despesas pessoais e escolares. No entanto, passou a receber notificações de transferências via Pix feitas por pessoas que não conhecia.
Ao questionar a origem dos depósitos, descobriu que o adolescente estaria recebendo dinheiro de contatos estabelecidos pela internet.
De acordo com os comprovantes apresentados à polícia, foram identificadas sete transferências realizadas entre agosto e outubro de 2026, nos valores de R$ 12, R$ 20, R$ 30, R$ 40 e R$ 100.
Os depósitos documentados totalizam R$272.
A mãe acredita que o valor recebido possa ser maior, já que não conseguiu recuperar todos os comprovantes e parte das conversas havia sido excluída do aparelho.
A origem dos pagamentos, as circunstâncias em que foram realizados e a eventual existência de vítimas de fraude ainda dependem de investigação.
Mãe também relatou conflitos familiares e procurou o Conselho Tutelar
Além das suspeitas relacionadas à utilização da internet, a mulher relatou à polícia dificuldades no relacionamento familiar e episódios de comportamento agressivo do adolescente.
Segundo o registro, o jovem recebe acompanhamento especializado de saúde, e a mãe demonstrou preocupação com alterações recentes de comportamento.
Diante da situação, ela procurou o Conselho Tutelar, onde recebeu orientação para registrar a ocorrência e comunicar os fatos à Polícia Civil.
A mãe afirmou que decidiu procurar as autoridades por temer que o filho estivesse envolvido em situações ilícitas e para permitir que os fatos fossem devidamente esclarecidos.
Polícia determina apreensão e perícia do celular
Durante o atendimento na delegacia, a responsável legal autorizou expressamente a realização de perícia técnica e análise dos dados armazenados no celular do adolescente.
A autorização abrange mensagens, registros de chamadas, arquivos, aplicativos, contas vinculadas e outros elementos digitais que possam contribuir para a investigação.
Diante das informações apresentadas, a autoridade policial determinou a apreensão do aparelho e seu encaminhamento para exame pericial.
A Polícia Civil deverá apurar se houve utilização de identidade falsa para obtenção de dinheiro e se as condutas relatadas podem configurar atos infracionais análogos a estelionato, extorsão ou outras fraudes eletrônicas.
O registro policial apresenta suspeitas relatadas pela mãe, e não comprovação de que o adolescente tenha cometido atos infracionais. A análise do aparelho e as demais diligências deverão esclarecer a origem dos valores recebidos e as circunstâncias dos contatos mantidos pela internet.
Por envolver um adolescente, sua identidade e informações médicas pessoais foram preservadas nesta reportagem, conforme a proteção prevista na legislação brasileira.
Segundo o boletim de ocorrência, a mulher, mãe de quatro filhos, começou a desconfiar do comportamento do adolescente após perceber dificuldades escolares, mudanças de atitude e contatos frequentes com pessoas mais velhas por meio de redes sociais e aplicativos de mensagens.
Preocupada com a situação, ela decidiu verificar o conteúdo do aparelho celular e encontrou fotografias de nudez feminina, além de indícios de que o filho estaria utilizando uma identidade virtual feminina para conversar com homens e receber dinheiro.
Adolescente teria utilizado jogo Free Fire para estabelecer contatos
Conforme o relato apresentado à Polícia Civil, o adolescente afirmou inicialmente que havia obtido as fotografias pela ferramenta de buscas Google.
Entretanto, a mãe suspeita que as imagens possam ter sido obtidas ou utilizadas em contatos estabelecidos por meio do jogo eletrônico Free Fire.
Segundo ela, o filho estaria se passando por uma mulher para conversar com homens conhecidos no ambiente virtual e obter vantagens financeiras.
Durante a verificação do aparelho, a mãe encontrou uma conversa que, segundo seu relato, apresentava indícios dessa prática.
Ela também identificou a utilização de um endereço de e-mail com nome feminino, criado pelo próprio adolescente para manter as interações.
A mulher informou que diversas conversas haviam sido apagadas, dificultando a identificação de todos os contatos e a compreensão do que efetivamente teria ocorrido.
Até o momento, não há confirmação de que o jogo Free Fire tenha sido utilizado diretamente para a prática de fraude. Essa é uma das circunstâncias que deverão ser esclarecidas pela investigação.
Mãe descobriu transferências via Pix feitas por diferentes pessoas
Outro fato que chamou a atenção da mãe foi a movimentação financeira na conta bancária do adolescente.
Ela contou que havia disponibilizado um cartão para que o filho pudesse realizar pequenas despesas pessoais e escolares. No entanto, passou a receber notificações de transferências via Pix feitas por pessoas que não conhecia.
Ao questionar a origem dos depósitos, descobriu que o adolescente estaria recebendo dinheiro de contatos estabelecidos pela internet.
De acordo com os comprovantes apresentados à polícia, foram identificadas sete transferências realizadas entre agosto e outubro de 2026, nos valores de R$ 12, R$ 20, R$ 30, R$ 40 e R$ 100.
Os depósitos documentados totalizam R$272.
A mãe acredita que o valor recebido possa ser maior, já que não conseguiu recuperar todos os comprovantes e parte das conversas havia sido excluída do aparelho.
A origem dos pagamentos, as circunstâncias em que foram realizados e a eventual existência de vítimas de fraude ainda dependem de investigação.
Mãe também relatou conflitos familiares e procurou o Conselho Tutelar
Além das suspeitas relacionadas à utilização da internet, a mulher relatou à polícia dificuldades no relacionamento familiar e episódios de comportamento agressivo do adolescente.
Segundo o registro, o jovem recebe acompanhamento especializado de saúde, e a mãe demonstrou preocupação com alterações recentes de comportamento.
Diante da situação, ela procurou o Conselho Tutelar, onde recebeu orientação para registrar a ocorrência e comunicar os fatos à Polícia Civil.
A mãe afirmou que decidiu procurar as autoridades por temer que o filho estivesse envolvido em situações ilícitas e para permitir que os fatos fossem devidamente esclarecidos.
Polícia determina apreensão e perícia do celular
Durante o atendimento na delegacia, a responsável legal autorizou expressamente a realização de perícia técnica e análise dos dados armazenados no celular do adolescente.
A autorização abrange mensagens, registros de chamadas, arquivos, aplicativos, contas vinculadas e outros elementos digitais que possam contribuir para a investigação.
Diante das informações apresentadas, a autoridade policial determinou a apreensão do aparelho e seu encaminhamento para exame pericial.
A Polícia Civil deverá apurar se houve utilização de identidade falsa para obtenção de dinheiro e se as condutas relatadas podem configurar atos infracionais análogos a estelionato, extorsão ou outras fraudes eletrônicas.
O registro policial apresenta suspeitas relatadas pela mãe, e não comprovação de que o adolescente tenha cometido atos infracionais. A análise do aparelho e as demais diligências deverão esclarecer a origem dos valores recebidos e as circunstâncias dos contatos mantidos pela internet.
Por envolver um adolescente, sua identidade e informações médicas pessoais foram preservadas nesta reportagem, conforme a proteção prevista na legislação brasileira.
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