A Polícia Militar e o Exército fizeram uma operação para desmontar o acampamento de manifestantes contra Lula e o PT, nesta segunda-feira, 9, em Brasília (DF). O desmonte do acampamento foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Cerca de 1,2 mil pessoas foram detidas e levadas à PF para uma triagem. O grupo teve de esperar os procedimentos em um ginásio.
De acordo com matéria divulgadas pela imprensa, no local, os antipetistas têm acesso a água, comida, celulares e ficam com os próprios pertences. Idosos também tiveram preferência para passar pela triagem. A PF confirmou que houve casos de mal-estar, mas que todos foram prontamente atendidos, sem maior gravidade. Tendas de saúde também foram montadas no local pelo Corpo de Bombeiros.
Na noite de segunda, a corporação liberou ônibus com mulheres com filhos pequenos, idosos com comorbidades, e menores de idade que haviam sido detidos no acampamento. A PF disse que ainda não tem um balanço de quantas pessoas foram liberadas nem quantas permanecem detidas.
Informação sobre morte no acampamento
A Polícia Federal (PF) negou, nesta segunda-feira (9), que uma idosa tenha morrido após ter sido detida no acampamento.
A informação do suposto óbito se espalhou pelas redes sociais. A foto usada no boato, no entanto, está disponível em um banco de imagens gratuito. Ao jornal "O Globo", o fotógrafo responsável pela foto, Edu Carvalho, disse que ela está sendo usada indevidamente. Segundo Edu, a imagem retrata a sogra dele, Deolinda Tempesta Ferracini, que morreu em novembro de 2022, devido a um acidente vascular cerebral (AVC).
"A Polícia Federal informa que é falsa a informação de que uma mulher idosa teria morrido na data de hoje (9/1) nas dependências da Academia Nacional de Polícia", diz a nota da corporação.

Imagem usada em boato sobre morte de idosa detida pela PF e imagem original, disponível em banco de imagens gratuito — Foto: Twitter/Reprodução e Edu Carvalho/Pexels
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