Menino de 4 anos que sobreviveu a queda do 10º andar em Ribeirão Preto deixa UTI e apresenta melhora

Compartilhe:
O menino Brenno Fernandes Girdziauckas, de 4 anos, que sobreviveu à queda do 10º andar de um prédio no Centro de Ribeirão Preto (SP), apresentou nova evolução positiva no quadro de saúde e recebeu alta do Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital das Clínicas. A informação foi confirmada pela família na manhã deste domingo (4). A criança já foi transferida para um quarto da enfermaria.

Internado desde o fim de dezembro, Brenno vem demonstrando boa recuperação clínica. No período de internação, ele passou por cirurgias em razão do politraumatismo sofrido na queda, que resultou em fraturas nos dois fêmures e em um dos pés. Com a evolução do tratamento, o menino deixou de depender de transfusões de sangue, teve a sedação retirada gradualmente, foi desintubado nesta semana e voltou a respirar sem auxílio de aparelhos. Segundo os familiares, ele ainda segue sob uso de algumas medicações.

A melhora do estado de saúde foi celebrada nas redes sociais por familiares. “O anjinho da tatá já está no quarto! Obrigada por todas as orações! Continuem orando”, publicou a irmã da criança.

O acidente ocorreu no dia 27 de dezembro, por volta das 15h30. Brenno, que é autista não verbal, teve acesso à janela do banheiro do apartamento onde mora com a família. Em depoimento à polícia, a mãe do menino, que é psicóloga, relatou que estava com o marido próximo ao quarto quando ouviu um barulho. Ao ir até o banheiro e perceber que o local estava vazio, associou que o filho havia caído pela janela, que não possuía grade de proteção.

A mãe desceu até o térreo do edifício, onde encontrou a criança na área comum do condomínio, consciente, porém com lesões graves nas pernas. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado pela irmã de Brenno e realizou os primeiros atendimentos, encaminhando o menino à Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas, localizada nas proximidades.

De acordo com a Polícia Civil, há a possibilidade de a queda ter sido parcialmente amortecida após a criança atingir uma janela de vidro no 8º andar e um corrimão antes de chegar ao solo. O caso foi registrado como queda acidental. Exames foram solicitados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML) para auxiliar no esclarecimento das circunstâncias do ocorrido.