O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) acionou a Interpol para obter informações sobre o histórico criminal do missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, de 33 anos, preso preventivamente após confessar as agressões que resultaram na morte do próprio filho, Oliver Golden Grayson, de 3 anos. A criança morreu na noite de quarta-feira (8), após dias internada.
Segundo a subprocuradora para Assuntos Institucionais do MPRS, Alessandra Moura Bastian da Cunha, o objetivo da cooperação internacional é verificar se Dandre possui antecedentes criminais ou era investigado por outros delitos nos Estados Unidos antes de se mudar para o Brasil.
"Já se pediu colaboração da Interpol para poder dizer se este homem já não tinha também antecedentes nos Estados Unidos, se não era procurado lá, para entender a situação dele antes de migrar para cá", afirmou a subprocuradora.
As investigações apontam que a família, formada pelo casal e cinco filhos, viveu em diferentes estados brasileiros antes de chegar ao município de Viamão (RS). Eles passaram por São Paulo e Santa Catarina, onde também teriam sido acompanhados por órgãos da rede de proteção à infância.
Agora, o Ministério Público busca informações junto às autoridades desses estados para verificar se já existiam registros de violência ou ocorrências envolvendo a família.
"Estamos solicitando agora os antecedentes desses outros estados para entender se já mostrava um perfil criminoso relacionado a essas agressões. Se naqueles outros estados houve ocorrência policial ou houve só acompanhamento da rede, nós ainda não sabemos", explicou Alessandra.
A subprocuradora informou ainda que o Ministério Público só tomou conhecimento do caso quando Oliver foi levado em estado grave ao hospital.
Em depoimento à Polícia Civil, Dandre confessou que agrediu o filho com socos e bateu a cabeça da criança contra o chão porque o menino não lhe deu "bom dia". No entanto, o Ministério Público suspeita que um objeto contundente também possa ter sido utilizado durante as agressões.

Oliver Golden Grayson tinha 3 anos — Foto: Arquivo pessoal
Diante dessa hipótese, foi solicitado um mandado de busca e apreensão na residência da família para localizar o possível instrumento utilizado no crime.
"O relato do pai teria sido de agressão apenas com os punhos e bater a cabeça da criança, mas, pelo relato da médica, possivelmente aquelas lesões não teriam sido causadas apenas com punhos e precisaria ter sido utilizado um instrumento contundente", destacou a subprocuradora.
Além da morte de Oliver, as investigações revelaram indícios de que os três irmãos mais velhos também teriam sido vítimas de agressões. O Ministério Público solicitou prontuários médicos de hospitais das cidades por onde a família passou para apurar a extensão da violência sofrida pelas crianças.
"Existem informações de agressões anteriores em relação às crianças. Está se solicitando prontuários médicos dos hospitais de todas as cidades pelas quais eles passaram para que se verifique o tamanho dessa situação, que, por alguma razão, e provavelmente pelas mudanças frequentes, acabou não sendo trabalhada em toda a sua integralidade", afirmou Alessandra.
Dandre Jermaine Grayson permanece preso preventivamente. A mãe das crianças também foi presa, e o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.
Segundo a subprocuradora para Assuntos Institucionais do MPRS, Alessandra Moura Bastian da Cunha, o objetivo da cooperação internacional é verificar se Dandre possui antecedentes criminais ou era investigado por outros delitos nos Estados Unidos antes de se mudar para o Brasil.
"Já se pediu colaboração da Interpol para poder dizer se este homem já não tinha também antecedentes nos Estados Unidos, se não era procurado lá, para entender a situação dele antes de migrar para cá", afirmou a subprocuradora.
As investigações apontam que a família, formada pelo casal e cinco filhos, viveu em diferentes estados brasileiros antes de chegar ao município de Viamão (RS). Eles passaram por São Paulo e Santa Catarina, onde também teriam sido acompanhados por órgãos da rede de proteção à infância.
Agora, o Ministério Público busca informações junto às autoridades desses estados para verificar se já existiam registros de violência ou ocorrências envolvendo a família.
"Estamos solicitando agora os antecedentes desses outros estados para entender se já mostrava um perfil criminoso relacionado a essas agressões. Se naqueles outros estados houve ocorrência policial ou houve só acompanhamento da rede, nós ainda não sabemos", explicou Alessandra.
A subprocuradora informou ainda que o Ministério Público só tomou conhecimento do caso quando Oliver foi levado em estado grave ao hospital.
Em depoimento à Polícia Civil, Dandre confessou que agrediu o filho com socos e bateu a cabeça da criança contra o chão porque o menino não lhe deu "bom dia". No entanto, o Ministério Público suspeita que um objeto contundente também possa ter sido utilizado durante as agressões.

Oliver Golden Grayson tinha 3 anos — Foto: Arquivo pessoal
Diante dessa hipótese, foi solicitado um mandado de busca e apreensão na residência da família para localizar o possível instrumento utilizado no crime.
"O relato do pai teria sido de agressão apenas com os punhos e bater a cabeça da criança, mas, pelo relato da médica, possivelmente aquelas lesões não teriam sido causadas apenas com punhos e precisaria ter sido utilizado um instrumento contundente", destacou a subprocuradora.
Além da morte de Oliver, as investigações revelaram indícios de que os três irmãos mais velhos também teriam sido vítimas de agressões. O Ministério Público solicitou prontuários médicos de hospitais das cidades por onde a família passou para apurar a extensão da violência sofrida pelas crianças.
"Existem informações de agressões anteriores em relação às crianças. Está se solicitando prontuários médicos dos hospitais de todas as cidades pelas quais eles passaram para que se verifique o tamanho dessa situação, que, por alguma razão, e provavelmente pelas mudanças frequentes, acabou não sendo trabalhada em toda a sua integralidade", afirmou Alessandra.
Dandre Jermaine Grayson permanece preso preventivamente. A mãe das crianças também foi presa, e o caso segue sendo investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.
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