Ministério Público arquiva processo contra tatuador acusado de manter namorada e filhos em cárcere privado

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O Ministério Público do Paraná tomou a decisão de arquivar o processo movido contra um tatuador de 54 anos de Ourinhos, que havia sido acusado de sequestrar e manter uma mulher de 28 anos e seus dois filhos menores em cárcere privado. A denúncia inicial foi feita pela mulher na Polícia Civil de Ourinhos e noticiada pelo Passando a Régua em março – clique.

Segundo a versão da mulher, ela tinha conhecido o tatuador há cerca de um mês e, após um convite para passar um final de semana em sua casa, as coisas teriam mudado drasticamente quando ela tentou partir. Ela alegou que o homem a trancou com seus filhos em um quarto, monitorando-os por meio de câmeras de segurança e usando quatro cachorros ferozes para impedir a fuga.

A vítima também afirmou ter sofrido abusos físicos e psicológicos e mencionou a presença de uma arma na residência do agressor. No entanto, a mulher conseguiu fugir e denunciar o caso após pedir ajuda a um vizinho.

Após a denúncia, a Delegacia da Mulher de Jacarezinho (PR) conduziu uma investigação, na qual o tatuador apresentou vídeos das câmeras de segurança de sua casa, que mostraram a mulher e seus filhos saindo livremente do local, contradizendo sua alegação de cárcere privado. A mulher, por sua vez, não prestou mais declarações à Delegacia de Polícia e não compareceu novamente. Veja o vídeo abaixo do dia 7 de março.

Com base nas evidências apresentadas pelo tatuador, a autoridade policial solicitou o encerramento e arquivamento da investigação, não indiciando o homem devido à falta de provas de materialidade e indícios de autoria do crime originalmente acusado.

O Ministério Público do Estado do Paraná concordou com essa conclusão, arquivando o Inquérito Policial e inocentando o tatuador. A mulher não foi encontrada para comentar a decisão.