Ministro Fachin do STF extingue penas de prisão do ex-prefeito Paulo Maluf

Ministro viu brecha nos critérios do indulto natalino.
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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu extinguir as penas de prisão contra o ex-prefeito e ex-deputado Paulo Maluf. A decisão se baseia no enquadramento de Maluf nos critérios do indulto de Natal, assinado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no final de 2022.

Fachin entendeu que Paulo Maluf, de 90 anos, preenche os requisitos estabelecidos pelo indulto, que incluem ter mais de 70 anos e ter cumprido mais de um terço da pena. O ex-prefeito foi condenado pelo STF em maio de 2017 a 7 anos e 9 meses de prisão por lavagem de dinheiro durante seu mandato como prefeito de São Paulo, entre 1993 e 1996.

Após a condenação, Maluf cumpriu parte de sua pena em regime domiciliar a partir de 2018. No ano de 2022, Fachin concedeu ao político liberdade condicional, e agora, com a extinção das penas, ele não mais precisará cumprir qualquer tipo de punição relacionada ao caso.

A acusação contra Paulo Maluf envolvia o uso de contas no exterior para lavar dinheiro desviado da Prefeitura de São Paulo durante seu mandato. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), uma das fontes do dinheiro desviado teria sido proveniente das obras de construção da Avenida Água Espraiada, atualmente chamada de Avenida Jornalista Roberto Marinho.

De acordo com a denúncia, Maluf teria utilizado contas bancárias em nome de empresas offshore para enviar dinheiro desviado e reinvestir parte dos recursos na compra de ações das empresas familiares, como a Eucatex. O MPF estima que mais de US$ 172 milhões tenham sido aportados na empresa por meio desse esquema.

A decisão de Fachin em extinguir as penas de prisão de Paulo Maluf gerou reações diversas na sociedade. Enquanto alguns defendem que o político já cumpriu sua pena e que a concessão do indulto é uma medida legítima, outros criticam a impunidade e alegam que casos de corrupção devem ser punidos de forma mais rigorosa. O debate sobre a eficácia do sistema de justiça criminal e a necessidade de aprimoramento das leis relacionadas a crimes de corrupção continua em pauta.

Com informações do g1

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