Uma tragédia abalou Goiânia (GO) com a morte do policial civil Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e de sua mãe, Luzia Tereza Alves, de 86, após o consumo de doces adquiridos em uma famosa doceria da cidade. A Delegacia de Investigação de Homicídios de Goiás (DIH) descartou, nesta segunda-feira, 18, a responsabilidade da Perdomo Doceria nas mortes, enquanto a Polícia Civil investiga o caso sob sigilo como um possível duplo homicídio.
O Caso
A filha de Leonardo, a médica Maria Paula Pereira Alves, foi quem tornou público o ocorrido em uma emocionada homenagem ao pai, revelando que ele havia consumido alimentos da renomada doceria antes de passar mal. O policial apresentou sintomas como vômito, diarreia e dores abdominais, buscando atendimento médico, mas faleceu em menos de 12 horas.
Investigação
O delegado Carlos Afama, responsável pela investigação, informou que ainda não há informações sobre suspeitos e que a delegacia se pronunciará oficialmente nesta quarta-feira.
Fiscalização
O Procon de Goiás foi acionado e realizou uma inspeção na doceria na segunda-feira. Segundo o órgão, não foram encontradas irregularidades nos produtos fiscalizados, que incluíam verificação de embalagens, datas de fabricação e validade, acomodação e refrigeração dos doces.
Posicionamento da Empresa
A Perdomo Doces, conceituado estabelecimento goiano, destacou que o lote de produtos averiguado pelas autoridades já foi recolhido e que todas as lojas estão à disposição para inspeções. A empresa ressaltou seu compromisso com a segurança alimentar ao longo de seus oito anos de existência, afirmando que 346 mil unidades dos produtos da mesma categoria foram vendidas este ano sem ocorrências similares. O Procon emitiu comunicado atestando a ausência de irregularidades nos produtos fiscalizados.
Esclarecido
A advogada Amanda Partata, de 31 anos, foi detida sob a acusação de matar o ex-sogro, Leonardo Pereira Alves, 58 anos, e a mãe dele, Luzia Alves, 86 anos, envenenados em Goiânia (GO). O crime teria ocorrido durante um café da manhã na casa da família, onde Amanda teria oferecido um suco de uva que resultou nas mortes. A polícia investiga o caso, e a suspeita nega os crimes.
No dia 17 de dezembro, Amanda levou um café da manhã à casa da família, incluindo pão de queijo, biscoitos e suco de uva. Durante a refeição, apenas Leonardo e Luzia teriam consumido o suco preparado pela advogada. Horas depois, ambos apresentaram sintomas como dores abdominais, vômitos e diarreia, sendo encaminhados ao hospital. Leonardo não resistiu, e a mãe dele foi internada na UTI, mas também não sobreviveu.
A polícia acredita que o envenenamento ocorreu quando Amanda, antes de ir à casa da família, comprou alimentos em um mercado, retornando ao hotel em que estava hospedada antes de entregar o café. O delegado Carlos Alfama afirma que a substância tóxica teria sido dissolvida no suco de uva, e mais de 300 pesticidas estão sendo analisados para identificar a substância exata.
A motivação do crime seria o sentimento de rejeição de Amanda após o término de um namoro de 1 mês e meio com o filho de Leonardo. A advogada, alegando estar grávida do rapaz, teria mantido contato próximo com a família. A polícia descobriu que Amanda era responsável por ameaças virtuais ao ex-namorado, administrando perfis que intimidavam o rapaz e a família.
A defesa de Amanda não se pronunciou até a última atualização desta reportagem. Ela foi presa em uma clínica psiquiátrica após tentar tirar a própria vida, mas negou os crimes em seu depoimento. O delegado destacou a personalidade dissimulada da advogada, que forjou uma imagem dócil para ser aceita pela família das vítimas.
A falsa gravidez de Amanda também foi revelada, pois exames de sangue indicaram que ela não está grávida. A advogada, inclusive, chegou a realizar um chá revelação e apresentou um teste de sexagem fetal. O caso provocou um impacto negativo para uma doceria de Goiânia, mencionada como fornecedora dos bolos do café da manhã, causando prejuízos financeiros e levando a empresa a cogitar ações judiciais contra quem disseminou informações falsas. A polícia descartou o envolvimento da doceria no envenenamento.
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