Moradoras de Ourinhos caem em golpe nas redes sociais e têm contas invadidas após falsa promessa de investimento

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Duas mulheres, de 23 e 44 anos, moradoras de Ourinhos, registraram boletim de ocorrência na Central de Polícia Judiciária (CPJ) na tarde do último sábado (10), após serem vítimas de um golpe aplicado por meio das redes sociais.

Segundo o registro policial, a jovem de 23 anos, identificada como É. T. C. dos S., relatou que na noite anterior visualizou publicações no Instagram, supostamente feitas por uma prima, anunciando a possibilidade de ganhos financeiros de R$ 350 mediante a indicação de pessoas. Após questionar a veracidade da proposta e receber respostas afirmativas, ela forneceu seu contato para continuidade da conversa.

Na sequência, É. passou a se comunicar com um indivíduo que se apresentou como “Marcos Negociações”, dizendo ser especialista em investimentos. Durante uma chamada de vídeo, o suspeito solicitou o compartilhamento de tela e orientou a vítima a acessar seu aplicativo bancário, fornecer código do WhatsApp e manusear configurações do aparelho celular. Também foi pedido o envio de R$ 59, sob a justificativa de que o aplicativo bancário não funcionaria durante o procedimento.

O mesmo método foi aplicado no celular da outra vítima, de 44 anos, identificada como S. Durante o compartilhamento de tela, foi realizado um pagamento no valor de R$ 59 para a empresa AJC Gateway Ltda, com a promessa de devolução do valor, o que não ocorreu. S. informou que não seguiu todas as orientações, especialmente quanto ao acesso às configurações do aparelho, o que teria gerado o encerramento da conversa por parte do autor.

Após o ocorrido, É. constatou que seu aparelho celular foi resetado e que perdeu o acesso às contas do WhatsApp e Instagram. Além disso, o golpista passou a utilizar seus perfis para publicar conteúdos e vídeos, gravados anteriormente, com o objetivo de disseminar o golpe entre seus contatos. Posteriormente, a vítima descobriu que a prima mencionada também havia sido enganada da mesma forma.

S. não sofreu prejuízo financeiro, mas também perdeu o acesso ao WhatsApp. As vítimas foram orientadas pela Polícia Civil sobre o prazo legal de seis meses para representação criminal contra o autor do golpe.