Morreu nesta segunda-feira (2 de novembro), aos 51 anos, o supervisor de engenharia Fábio Aparecido Pereira dos Reis, morador de Pompeia (SP), que ganhou repercussão ao tocar violão e cantar durante uma cirurgia para retirada de um tumor cerebral, realizada na Santa Casa de Misericórdia de Marília. Veja o vídeo abaixo.
Segundo informações divulgadas pelo g1 e pela Santa Casa de Marília, Fábio havia sido diagnosticado com um glioma, tumor cerebral de comportamento agressivo, no dia 2 de setembro. Seis dias depois, em 8 de setembro, passou por uma cirurgia de alta complexidade.

Dr. Ruy Okaji durante procedimento para retirada de tumor cerebral no músico Fábio — Foto: Santa Casa de Marília/Reprodução
Durante parte do procedimento, ele permaneceu acordado para que os médicos pudessem avaliar suas funções neurológicas enquanto realizavam a retirada do tumor.
O paciente emocionou os profissionais de saúde ao tocar violão e cantar “Tempo Perdido”, da banda Legião Urbana, música que fazia parte de sua vida.
Apesar de a cirurgia ter transcorrido conforme o planejado, com preservação inicial das funções motoras e da fala, Fábio não resistiu à evolução de seu quadro clínico durante o período pós-operatório e o tratamento contra o câncer.

Paciente cantou para os médicos antes e durante a cirurgia
De acordo com a Santa Casa de Marília, momentos antes da operação, ainda na cama cirúrgica, Fábio pegou seu violão e fez uma homenagem aos profissionais que participariam do procedimento.
Ele cantou e tocou a música da Legião Urbana, emocionando médicos, enfermeiros e outros integrantes da equipe.
Durante a cirurgia, o paciente foi inicialmente anestesiado para a abertura do crânio. Em seguida, foi despertado para participar de uma série de testes destinados a monitorar suas funções cerebrais.
A equipe solicitou que ele realizasse atividades como leitura, cálculos simples, exercícios de memória, testes de linguagem e canto.
Fábio voltou a cantar durante a operação, permitindo que os profissionais acompanhassem suas respostas neurológicas enquanto identificavam as regiões do cérebro relacionadas à fala e aos movimentos.
O neurocirurgião Ruy Okaji, responsável pelo procedimento, explicou que a técnica, conhecida como craniotomia com paciente acordado, é utilizada em casos específicos para permitir a retirada da maior quantidade possível do tumor, reduzindo o risco de sequelas.
Segundo o médico, a equipe da Santa Casa utiliza esse tipo de procedimento há mais de 20 anos.
Cirurgia preservou inicialmente a fala e os movimentos
Ao final da operação, os profissionais constataram que Fábio estava consciente, comunicativo e apresentava as funções motoras e de fala preservadas.
De acordo com a Santa Casa, o paciente chegou a se lembrar da música que havia cantado durante a cirurgia e voltou a entoá-la após despertar.
Na ocasião, a equipe médica considerou o resultado cirúrgico positivo, especialmente pela preservação das funções neurológicas.
Entretanto, apesar da evolução inicial, o paciente continuou enfrentando as complicações relacionadas ao tumor cerebral e ao tratamento da doença.
Sua morte foi confirmada nesta segunda-feira (2).
Sintomas começaram com dores de cabeça e alterações na memória
Em entrevista ao g1 após a cirurgia, a esposa de Fábio, Edineuza Reis, de 55 anos, contou que o marido sempre gostou de música e costumava tocar violão e guitarra em reuniões familiares, festas e apresentações em bares.
Segundo ela, os primeiros sinais da doença foram dores de cabeça frequentes, episódios de confusão mental, dificuldades na fala e falhas de memória.
Fábio chegou a passar por consultas médicas antes de receber o diagnóstico.
Com o agravamento dos sintomas, foi levado à Santa Casa de Marília, onde uma tomografia identificou o tumor cerebral.
O paciente precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para estabilização do quadro antes da cirurgia.

Fábio Reis com a esposa Edineuza em momentos familiares — Foto: Arquivo pessoal/Reprodução
Sepultamento aconteceu em Pompeia
O corpo de Fábio Aparecido Pereira dos Reis foi sepultado na manhã desta terça-feira (3), no Cemitério Municipal de Pompeia.
Sua história ganhou repercussão pela maneira como a música esteve presente em um dos momentos mais delicados de seu tratamento.
O registro de Fábio cantando durante a cirurgia emocionou profissionais de saúde e chamou a atenção para a importância das técnicas utilizadas para preservar funções cerebrais em procedimentos de alta complexidade.
Com informações do g1 e da Santa Casa de Misericórdia de Marília.
Segundo informações divulgadas pelo g1 e pela Santa Casa de Marília, Fábio havia sido diagnosticado com um glioma, tumor cerebral de comportamento agressivo, no dia 2 de setembro. Seis dias depois, em 8 de setembro, passou por uma cirurgia de alta complexidade.

Dr. Ruy Okaji durante procedimento para retirada de tumor cerebral no músico Fábio — Foto: Santa Casa de Marília/Reprodução
Durante parte do procedimento, ele permaneceu acordado para que os médicos pudessem avaliar suas funções neurológicas enquanto realizavam a retirada do tumor.
O paciente emocionou os profissionais de saúde ao tocar violão e cantar “Tempo Perdido”, da banda Legião Urbana, música que fazia parte de sua vida.
Apesar de a cirurgia ter transcorrido conforme o planejado, com preservação inicial das funções motoras e da fala, Fábio não resistiu à evolução de seu quadro clínico durante o período pós-operatório e o tratamento contra o câncer.

Paciente cantou para os médicos antes e durante a cirurgia
De acordo com a Santa Casa de Marília, momentos antes da operação, ainda na cama cirúrgica, Fábio pegou seu violão e fez uma homenagem aos profissionais que participariam do procedimento.
Ele cantou e tocou a música da Legião Urbana, emocionando médicos, enfermeiros e outros integrantes da equipe.
Durante a cirurgia, o paciente foi inicialmente anestesiado para a abertura do crânio. Em seguida, foi despertado para participar de uma série de testes destinados a monitorar suas funções cerebrais.
A equipe solicitou que ele realizasse atividades como leitura, cálculos simples, exercícios de memória, testes de linguagem e canto.
Fábio voltou a cantar durante a operação, permitindo que os profissionais acompanhassem suas respostas neurológicas enquanto identificavam as regiões do cérebro relacionadas à fala e aos movimentos.
O neurocirurgião Ruy Okaji, responsável pelo procedimento, explicou que a técnica, conhecida como craniotomia com paciente acordado, é utilizada em casos específicos para permitir a retirada da maior quantidade possível do tumor, reduzindo o risco de sequelas.
Segundo o médico, a equipe da Santa Casa utiliza esse tipo de procedimento há mais de 20 anos.
Cirurgia preservou inicialmente a fala e os movimentos
Ao final da operação, os profissionais constataram que Fábio estava consciente, comunicativo e apresentava as funções motoras e de fala preservadas.
De acordo com a Santa Casa, o paciente chegou a se lembrar da música que havia cantado durante a cirurgia e voltou a entoá-la após despertar.
Na ocasião, a equipe médica considerou o resultado cirúrgico positivo, especialmente pela preservação das funções neurológicas.
Entretanto, apesar da evolução inicial, o paciente continuou enfrentando as complicações relacionadas ao tumor cerebral e ao tratamento da doença.
Sua morte foi confirmada nesta segunda-feira (2).
Sintomas começaram com dores de cabeça e alterações na memória
Em entrevista ao g1 após a cirurgia, a esposa de Fábio, Edineuza Reis, de 55 anos, contou que o marido sempre gostou de música e costumava tocar violão e guitarra em reuniões familiares, festas e apresentações em bares.
Segundo ela, os primeiros sinais da doença foram dores de cabeça frequentes, episódios de confusão mental, dificuldades na fala e falhas de memória.
Fábio chegou a passar por consultas médicas antes de receber o diagnóstico.
Com o agravamento dos sintomas, foi levado à Santa Casa de Marília, onde uma tomografia identificou o tumor cerebral.
O paciente precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para estabilização do quadro antes da cirurgia.

Fábio Reis com a esposa Edineuza em momentos familiares — Foto: Arquivo pessoal/Reprodução
Sepultamento aconteceu em Pompeia
O corpo de Fábio Aparecido Pereira dos Reis foi sepultado na manhã desta terça-feira (3), no Cemitério Municipal de Pompeia.
Sua história ganhou repercussão pela maneira como a música esteve presente em um dos momentos mais delicados de seu tratamento.
O registro de Fábio cantando durante a cirurgia emocionou profissionais de saúde e chamou a atenção para a importância das técnicas utilizadas para preservar funções cerebrais em procedimentos de alta complexidade.
Com informações do g1 e da Santa Casa de Misericórdia de Marília.
⚠️ AVISO SOBRE DIREITOS AUTORAIS
Todo o conteúdo publicado no site, incluindo textos, fotografias, vídeos, artes, logotipos e demais materiais jornalísticos, é protegido pela Lei de Direitos Autorais (Lei Federal nº 9.610/98).
É expressamente proibida a reprodução, cópia, distribuição, retransmissão ou utilização total ou parcial de qualquer conteúdo deste portal sem autorização prévia e formal do site Passando a Régua.
A utilização indevida de material protegido poderá resultar em responsabilização civil e criminal, conforme previsto na legislação brasileira.
O compartilhamento de links das matérias é permitido, desde que preservada a autoria e a integridade do conteúdo.






