Ourinhos perdeu neste sábado (11) uma de suas mais importantes referências na arte e na cultura. Morreu, aos 81 anos, a artista plástica Irene Pereira de Oliveira Koga, reconhecida por sua trajetória nas artes visuais, pelo trabalho voluntário e pela atuação em causas sociais que marcaram a história do município.
Natural de Santo Antônio da Platina (PR), Irene demonstrou talento para a pintura ainda na infância. Aos 12 anos, produziu seus primeiros quadros, iniciando uma carreira que atravessou décadas e lhe rendeu reconhecimento no Brasil e no exterior.
No início da vida profissional, integrou a equipe da pioneira TV Tupi, onde trabalhou com cenografia e maquiagem, convivendo com importantes nomes da televisão e da cultura brasileira. Também atuou como enfermeira de Assis Chateaubriand nos últimos anos de vida do fundador da emissora.
Ao longo de sua carreira artística, participou do renomado grupo Orelha de Van Gogh, liderado por Gilberto Macrina, realizando exposições em diversos espaços culturais e galerias de São Paulo. Suas obras passaram a integrar coleções particulares de personalidades e galerias de destaque, rendendo-lhe premiações, entre elas o Prêmio Qualitá de 2006, quando foi homenageada como uma das grandes damas das artes plásticas.

Irene também levou sua arte além das fronteiras brasileiras, participando de exposições internacionais, incluindo eventos realizados em Paris, consolidando seu nome entre artistas reconhecidos mundialmente.
Além da produção artística, dedicou parte de sua vida ao voluntariado. Em Curitiba, promoveu arrecadações e doações de obras em benefício de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Já em Ourinhos, compartilhou seus conhecimentos ministrando aulas de pintura para alunos da Associação de Assistência ao Deficiente Físico (AADF), em seu estúdio de artes nas Faculdades UniFIO, onde também atuou como mantenedora da Fundação Educacional Miguel Mofarrej.

Sua atuação também ficou marcada pelo engajamento social e político. Em 1994, Irene realizou uma greve de fome na Praça Mello Peixoto em defesa da implantação dos Juizados de Pequenas Causas e de uma Justiça mais ágil. O movimento ganhou repercussão nacional, mobilizou milhares de pessoas e contribuiu para ampliar o debate sobre o acesso da população ao Judiciário.
Pelos relevantes serviços prestados à educação, à cultura e à sociedade ourinhense, recebeu, em 2011, o título de Cidadã Ourinhense, concedido pela Câmara Municipal.
Casada com Kenichi Koga, conhecido empresário do ramo de retífica de motores em Ourinhos, Irene construiu uma família ao lado do marido e dos filhos Marcelo (in memoriam), Rúbia e Pedro.
O velório acontece neste sábado (11), a partir das 13h, na Sala Orquídea do Memorial Garden de Ourinhos. O sepultamento está marcado para este domingo (12), às 10h.
Com uma trajetória marcada pela criatividade, solidariedade e defesa de causas sociais, Irene Koga deixa um legado que permanece vivo na arte, na cultura e na história de Ourinhos.
Natural de Santo Antônio da Platina (PR), Irene demonstrou talento para a pintura ainda na infância. Aos 12 anos, produziu seus primeiros quadros, iniciando uma carreira que atravessou décadas e lhe rendeu reconhecimento no Brasil e no exterior.
No início da vida profissional, integrou a equipe da pioneira TV Tupi, onde trabalhou com cenografia e maquiagem, convivendo com importantes nomes da televisão e da cultura brasileira. Também atuou como enfermeira de Assis Chateaubriand nos últimos anos de vida do fundador da emissora.
Ao longo de sua carreira artística, participou do renomado grupo Orelha de Van Gogh, liderado por Gilberto Macrina, realizando exposições em diversos espaços culturais e galerias de São Paulo. Suas obras passaram a integrar coleções particulares de personalidades e galerias de destaque, rendendo-lhe premiações, entre elas o Prêmio Qualitá de 2006, quando foi homenageada como uma das grandes damas das artes plásticas.

Irene também levou sua arte além das fronteiras brasileiras, participando de exposições internacionais, incluindo eventos realizados em Paris, consolidando seu nome entre artistas reconhecidos mundialmente.
Além da produção artística, dedicou parte de sua vida ao voluntariado. Em Curitiba, promoveu arrecadações e doações de obras em benefício de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Já em Ourinhos, compartilhou seus conhecimentos ministrando aulas de pintura para alunos da Associação de Assistência ao Deficiente Físico (AADF), em seu estúdio de artes nas Faculdades UniFIO, onde também atuou como mantenedora da Fundação Educacional Miguel Mofarrej.

Sua atuação também ficou marcada pelo engajamento social e político. Em 1994, Irene realizou uma greve de fome na Praça Mello Peixoto em defesa da implantação dos Juizados de Pequenas Causas e de uma Justiça mais ágil. O movimento ganhou repercussão nacional, mobilizou milhares de pessoas e contribuiu para ampliar o debate sobre o acesso da população ao Judiciário.
Pelos relevantes serviços prestados à educação, à cultura e à sociedade ourinhense, recebeu, em 2011, o título de Cidadã Ourinhense, concedido pela Câmara Municipal.
Casada com Kenichi Koga, conhecido empresário do ramo de retífica de motores em Ourinhos, Irene construiu uma família ao lado do marido e dos filhos Marcelo (in memoriam), Rúbia e Pedro.
O velório acontece neste sábado (11), a partir das 13h, na Sala Orquídea do Memorial Garden de Ourinhos. O sepultamento está marcado para este domingo (12), às 10h.
Com uma trajetória marcada pela criatividade, solidariedade e defesa de causas sociais, Irene Koga deixa um legado que permanece vivo na arte, na cultura e na história de Ourinhos.
⚠️ AVISO SOBRE DIREITOS AUTORAIS
Todo o conteúdo publicado no site, incluindo textos, fotografias, vídeos, artes, logotipos e demais materiais jornalísticos, é protegido pela Lei de Direitos Autorais (Lei Federal nº 9.610/98).
É expressamente proibida a reprodução, cópia, distribuição, retransmissão ou utilização total ou parcial de qualquer conteúdo deste portal sem autorização prévia e formal do site Passando a Régua.
A utilização indevida de material protegido poderá resultar em responsabilização civil e criminal, conforme previsto na legislação brasileira.
O compartilhamento de links das matérias é permitido, desde que preservada a autoria e a integridade do conteúdo.





