Morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos, o cineasta e produtor Luiz Carlos Barreto, conhecido como "Barretão", um dos nomes mais importantes da história do cinema brasileiro. Internado desde segunda-feira (20) no Hospital Copa Star, em Copacabana, no Rio de Janeiro, ele tratava uma infecção pulmonar decorrente de uma pneumonia.
Com uma carreira de mais de seis décadas, Barretão foi um dos principais responsáveis pela modernização do cinema nacional, contribuindo para transformar a forma como os filmes eram produzidos, financiados e distribuídos no Brasil. Ao longo da trajetória, participou da produção ou direção de mais de 100 obras e ajudou a consolidar o movimento do Cinema Novo, trabalhando em clássicos como "Vidas Secas" (1963) e "Terra em Transe" (1967).
Entre seus maiores sucessos estão "Dona Flor e Seus Dois Maridos", que durante décadas foi o filme brasileiro de maior público nos cinemas, além de "O Quatrilho" e "O Que É Isso, Companheiro?", produções que renderam ao Brasil indicações ao Oscar de Melhor Filme Internacional.
Natural de Sobral (CE), Luiz Carlos Barreto nasceu em 20 de maio de 1928. Antes de ingressar no cinema, destacou-se como fotógrafo da revista O Cruzeiro, atuando como correspondente internacional e registrando personalidades como Frank Sinatra, Fidel Castro e Marilyn Monroe. Seu primeiro contato com o universo cinematográfico aconteceu ainda na adolescência, quando acompanhou as filmagens do diretor Orson Welles no Ceará.
Ao lado da esposa, a produtora Lucy Barreto, com quem foi casado por 71 anos, fundou a produtora LC Barreto, responsável por mais de 150 filmes. O legado da família também inclui os filhos Bruno, Fábio e Paula Barreto, que seguiram carreira no audiovisual. Fábio morreu em 2019, após permanecer dez anos em coma em consequência de um acidente de trânsito.
Apaixonado pelo Flamengo, Barretão chegou a ser convocado para a seleção brasileira que disputaria os Jogos Olímpicos de Londres, em 1948, mas acabou cortado por falta de recursos financeiros para a viagem da delegação.
Nos últimos anos, sua saúde vinha se fragilizando desde uma queda sofrida durante uma viagem ao Ceará, em 2024, segundo informou a filha Paula Barreto.
O velório será realizado nesta quinta-feira (23), às 11h, no Palácio da Cidade, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Em seguida, o corpo será cremado no Memorial do Caju.
Ao longo da vida, Luiz Carlos Barreto defendia o papel transformador da sétima arte. Uma de suas frases mais conhecidas resume sua visão sobre o cinema: "O cinema é uma coisa útil, e não uma coisa fútil." Seu legado permanece como um dos mais importantes da cultura e do audiovisual brasileiro.
Com uma carreira de mais de seis décadas, Barretão foi um dos principais responsáveis pela modernização do cinema nacional, contribuindo para transformar a forma como os filmes eram produzidos, financiados e distribuídos no Brasil. Ao longo da trajetória, participou da produção ou direção de mais de 100 obras e ajudou a consolidar o movimento do Cinema Novo, trabalhando em clássicos como "Vidas Secas" (1963) e "Terra em Transe" (1967).
Entre seus maiores sucessos estão "Dona Flor e Seus Dois Maridos", que durante décadas foi o filme brasileiro de maior público nos cinemas, além de "O Quatrilho" e "O Que É Isso, Companheiro?", produções que renderam ao Brasil indicações ao Oscar de Melhor Filme Internacional.
Natural de Sobral (CE), Luiz Carlos Barreto nasceu em 20 de maio de 1928. Antes de ingressar no cinema, destacou-se como fotógrafo da revista O Cruzeiro, atuando como correspondente internacional e registrando personalidades como Frank Sinatra, Fidel Castro e Marilyn Monroe. Seu primeiro contato com o universo cinematográfico aconteceu ainda na adolescência, quando acompanhou as filmagens do diretor Orson Welles no Ceará.
Ao lado da esposa, a produtora Lucy Barreto, com quem foi casado por 71 anos, fundou a produtora LC Barreto, responsável por mais de 150 filmes. O legado da família também inclui os filhos Bruno, Fábio e Paula Barreto, que seguiram carreira no audiovisual. Fábio morreu em 2019, após permanecer dez anos em coma em consequência de um acidente de trânsito.
Apaixonado pelo Flamengo, Barretão chegou a ser convocado para a seleção brasileira que disputaria os Jogos Olímpicos de Londres, em 1948, mas acabou cortado por falta de recursos financeiros para a viagem da delegação.
Nos últimos anos, sua saúde vinha se fragilizando desde uma queda sofrida durante uma viagem ao Ceará, em 2024, segundo informou a filha Paula Barreto.
O velório será realizado nesta quinta-feira (23), às 11h, no Palácio da Cidade, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Em seguida, o corpo será cremado no Memorial do Caju.
Ao longo da vida, Luiz Carlos Barreto defendia o papel transformador da sétima arte. Uma de suas frases mais conhecidas resume sua visão sobre o cinema: "O cinema é uma coisa útil, e não uma coisa fútil." Seu legado permanece como um dos mais importantes da cultura e do audiovisual brasileiro.
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