O autor Manoel Carlos, um dos principais nomes da teledramaturgia brasileira, morreu neste sábado (10), aos 92 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela família. Ele estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde realizava tratamento contra a Doença de Parkinson, que nos últimos anos comprometeu seu desenvolvimento motor e cognitivo. A causa da morte não foi divulgada.
Conhecido como Maneco, Manoel Carlos nasceu em São Paulo, em 1933, mas sempre se declarou carioca de coração. Essa relação com o Rio de Janeiro marcou profundamente sua obra, que teve a cidade não apenas como cenário, mas também como personagem, especialmente nos bairros da Zona Sul, como o Leblon. Desde 2014, o autor estava aposentado e vivia de forma reclusa com a família.
Manoel Carlos deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, que colaborou com ele em diversas novelas. Ele também foi pai de outros três filhos — Ricardo de Almeida, Manoel Carlos Júnior e Pedro Almeida — que faleceram em anos anteriores. O velório será fechado e restrito a familiares e amigos próximos. Em nota, a família agradeceu as manifestações de carinho e pediu respeito à privacidade neste momento.
A carreira artística de Maneco começou cedo. Aos 17 anos, atuou como ator no “Grande Teatro Tupi”, da TV Tupi, e logo passou a trabalhar também como produtor e diretor. Ainda jovem, integrou o grupo intelectual “Adoradores de Minerva”, ao lado de nomes como Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Flávio Rangel e Antunes Filho. Ao longo das décadas de 1950 e 1960, escreveu, produziu e dirigiu programas em diversas emissoras, como TV Tupi, Record, Excelsior e TV Rio, além de adaptar mais de 100 teleteatros.
Em 1972, Manoel Carlos estreou na TV Globo como diretor-geral do programa “Fantástico”. Seis anos depois, lançou sua primeira novela na emissora, “Maria, Maria”, seguida por “A Sucessora”. A partir dos anos 1980, consolidou seu estilo autoral, marcado pelo realismo, pelos conflitos familiares e pelo protagonismo feminino. Também assinou minisséries de destaque, como “Presença de Anita” e “Maysa – Quando Fala o Coração”.
Uma das principais marcas de sua obra foram as personagens chamadas Helena, presentes em novelas como “Baila Comigo”, “História de Amor”, “Por Amor”, “Laços de Família”, “Mulheres Apaixonadas”, “Páginas da Vida”, “Viver a Vida” e “Em Família”. Interpretadas por atrizes como Lílian Lemmertz, Regina Duarte, Vera Fischer, Christiane Torloni e Taís Araújo, as Helenas simbolizavam mulheres fortes, especialmente mães capazes de grandes sacrifícios em nome dos filhos.
Suas novelas também ficaram conhecidas por abordar temas sociais relevantes, como violência contra a mulher, alcoolismo, inclusão social, preconceito e campanhas de doação de medula óssea. Entre seus maiores sucessos estão “Por Amor”, “Laços de Família” e “Mulheres Apaixonadas”, obras que marcaram época na televisão brasileira e renderam diversos prêmios ao autor.
Com uma trajetória que atravessou mais de seis décadas, Manoel Carlos deixa um legado fundamental para a história da televisão no Brasil, sendo lembrado por histórias centradas nas relações humanas, no cotidiano das famílias e na força das mulheres.
Conhecido como Maneco, Manoel Carlos nasceu em São Paulo, em 1933, mas sempre se declarou carioca de coração. Essa relação com o Rio de Janeiro marcou profundamente sua obra, que teve a cidade não apenas como cenário, mas também como personagem, especialmente nos bairros da Zona Sul, como o Leblon. Desde 2014, o autor estava aposentado e vivia de forma reclusa com a família.
Manoel Carlos deixa duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina, que colaborou com ele em diversas novelas. Ele também foi pai de outros três filhos — Ricardo de Almeida, Manoel Carlos Júnior e Pedro Almeida — que faleceram em anos anteriores. O velório será fechado e restrito a familiares e amigos próximos. Em nota, a família agradeceu as manifestações de carinho e pediu respeito à privacidade neste momento.
A carreira artística de Maneco começou cedo. Aos 17 anos, atuou como ator no “Grande Teatro Tupi”, da TV Tupi, e logo passou a trabalhar também como produtor e diretor. Ainda jovem, integrou o grupo intelectual “Adoradores de Minerva”, ao lado de nomes como Fernanda Montenegro, Fernando Torres, Flávio Rangel e Antunes Filho. Ao longo das décadas de 1950 e 1960, escreveu, produziu e dirigiu programas em diversas emissoras, como TV Tupi, Record, Excelsior e TV Rio, além de adaptar mais de 100 teleteatros.
Em 1972, Manoel Carlos estreou na TV Globo como diretor-geral do programa “Fantástico”. Seis anos depois, lançou sua primeira novela na emissora, “Maria, Maria”, seguida por “A Sucessora”. A partir dos anos 1980, consolidou seu estilo autoral, marcado pelo realismo, pelos conflitos familiares e pelo protagonismo feminino. Também assinou minisséries de destaque, como “Presença de Anita” e “Maysa – Quando Fala o Coração”.
Uma das principais marcas de sua obra foram as personagens chamadas Helena, presentes em novelas como “Baila Comigo”, “História de Amor”, “Por Amor”, “Laços de Família”, “Mulheres Apaixonadas”, “Páginas da Vida”, “Viver a Vida” e “Em Família”. Interpretadas por atrizes como Lílian Lemmertz, Regina Duarte, Vera Fischer, Christiane Torloni e Taís Araújo, as Helenas simbolizavam mulheres fortes, especialmente mães capazes de grandes sacrifícios em nome dos filhos.
Suas novelas também ficaram conhecidas por abordar temas sociais relevantes, como violência contra a mulher, alcoolismo, inclusão social, preconceito e campanhas de doação de medula óssea. Entre seus maiores sucessos estão “Por Amor”, “Laços de Família” e “Mulheres Apaixonadas”, obras que marcaram época na televisão brasileira e renderam diversos prêmios ao autor.
Com uma trajetória que atravessou mais de seis décadas, Manoel Carlos deixa um legado fundamental para a história da televisão no Brasil, sendo lembrado por histórias centradas nas relações humanas, no cotidiano das famílias e na força das mulheres.




