O banqueiro e dono do Banco Safra, Joseph Safra, morreu nesta quinta-feira (10), em São Paulo, aos 82 anos. O banqueiro era considerado o homem mais rico do Brasil, de acordo com o último ranking de bilionários brasileiros da revista Forbes Brasil, com uma fortuna estimada em R$ 119,08 bilhões. As informações são do site G1.
Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do Banco Safra, ele morreu de causas naturais.
"É com imenso pesar que comunicamos o falecimento, nesta data, do Sr. Joseph Safra, aos 82 anos, de causas naturais", diz o texto.
Em 1969, Joseph casou-se com Vicky Sarfaty, com quem teve quatro filhos e 14 netos. Empreendedor, ele foi responsável pela construção do Grupo Safra no mundo.
O sepultamento de Safra será nesta quinta-feira (10), às 13h, em evento reservado a familiares e amigos.
Mudança para o Brasil e trajetória
Joseph Safra nasceu em 1938 no Líbano. Ele se mudou para o Brasil na década de 60 para dar continuidade aos negócios de seu pai, Jacob, fundador do Banco.
Ele e o irmão, Moise, foram os grandes responsáveis pela ascensão do grupo Safra.
A dupla vem de uma tradicional família de banqueiros. Desde meados do século 19, familiares de Jacob Safra fundaram em Aleppo, na Síria, o Safra Frères & Cie, instituição financeira para empréstimos e operações de câmbio e ouro. Foi em 1920 que Jacob abriu o Jacob Safra Maison de Banque, em Beirute, no Líbano.
O filho mais velho de Jacob, Edmond, chegou a operar no Brasil, mas seguiu caminho com Nova York como base. Fundou o Republic National Bank, que foi vendido em 1999 para o HSBC por US$ 10,3 bilhões. Pouco tempo depois, Edmond foi morto em um incêndio provocado em sua casa, em Mônaco.
Em 2006, Joseph assumiu os negócios por completo ao comprar a parcela de 50% dos negócios de seu irmão. Moise morreu em 2014. Estimativa da Bloomberg dá conta de que, só em dividendos do banco, Joseph tenha embolsado R$ 6,4 bilhões no período solo.
Febraban lamenta morte
Em nota, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lamentou a morte.
"É com muito pesar que recebemos a perda de Joseph Safra. Figura emblemática do setor bancário no país, descendente de banqueiros e com visão estratégica sobre o país, Joseph Safra foi também um exemplo como empresário e filantropo. Sua contribuição para escolas, museus e instituições, não só no Brasil, quanto em outros países, é marcante. O legado de sua atuação no desenvolvimento da economia nacional ficará sempre marcado na história do Brasil, país que ele adotou 58 anos atrás."
Fonte: G1
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