Morte de El Mencho desencadeia onda de violência e deixa 25 agentes da Guarda Nacional mortos no México

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A morte do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como Nemesio Oseguera Cervantes, o “El Mencho”, desencadeou uma onda de violência no México que deixou ao menos 25 integrantes da Guarda Nacional mortos, além de dezenas de suspeitos e civis. Os confrontos ocorreram principalmente no estado de Jalisco.

El Mencho — Foto: Reuters

Segundo o governo mexicano, os 25 agentes da Guarda Nacional foram mortos em seis ataques distintos registrados após a operação militar que resultou na morte do líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), no domingo (22). Também morreram um agente penitenciário, um integrante do Ministério Público estadual e uma mulher não identificada. Do lado dos suspeitos, 30 morreram em Jalisco e outros quatro no estado de Michoacán. Ao todo, 70 pessoas foram presas em sete estados durante os atos violentos organizados por partidários do cartel.

Em coletiva nesta segunda-feira (23), o ministro da Segurança, Omar García Harfuch, afirmou que as forças de segurança seguem monitorando possíveis reações e tentativas de reestruturação da organização criminosa. Já o secretário de Defesa, Ricardo Trevilla, informou que o paradeiro de El Mencho foi descoberto após o monitoramento de uma visita de sua namorada.


De acordo com o Ministério da Defesa, El Mencho morreu após ser gravemente ferido durante operação realizada ao amanhecer na cidade de Tapalpa, em Jalisco. Ele chegou a ser socorrido e transportado de avião para a capital, mas não resistiu. Na ação, também foram apreendidos veículos blindados, armas de grosso calibre e lançadores de foguetes. Três militares ficaram feridos.

Ex-policial, El Mencho liderava há anos o Cartel Jalisco Nova Geração, considerado um dos grupos criminosos mais violentos e influentes do país. A organização atua no tráfico internacional de cocaína, metanfetamina e fentanil, principalmente para os Estados Unidos. O governo norte-americano chegou a oferecer recompensa de US$ 15 milhões por informações que levassem à captura do líder.

Após a confirmação da morte, foram registrados incêndios de veículos e bloqueios de estradas em diversas regiões. No domingo, 229 bloqueios foram contabilizados. Nesta segunda-feira, o país permanece em alerta, com escolas fechadas em pelo menos oito estados.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu calma à população e afirmou que o país está sob controle. Ela declarou esperar a retomada dos voos em Puerto Vallarta até terça-feira (24) e garantiu que os bloqueios já foram desfeitos. A mandatária também anunciou a criação de um grupo de trabalho para investigar a lavagem de dinheiro dos cartéis.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que o México precisa intensificar o combate aos cartéis de drogas. Segundo autoridades mexicanas, houve cooperação bilateral na operação que resultou na morte do narcotraficante. O subsecretário de Estado norte-americano, Christopher Landau, classificou a ação como um “grande avanço” no enfrentamento ao crime organizado, mas demonstrou preocupação com os episódios de violência subsequentes.

As autoridades mexicanas seguem mobilizadas para conter novos ataques e garantir a segurança da população diante da possível reorganização do cartel após a morte de seu principal líder.
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