Morte de policial militar em São Paulo levanta suspeitas após família contestar versão de suicídio

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A morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, encontrada com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava no bairro do Brás, região central de São Paulo, segue sob investigação e passou a ser tratada com novas suspeitas após o depoimento da mãe da vítima.

Inicialmente registrado como suicídio, o caso teve a natureza da ocorrência alterada depois que a mãe da policial afirmou que a filha vivia um relacionamento abusivo e sofria violência psicológica. Segundo ela, Gisele tinha planos para o futuro e não tiraria a própria vida. A policial morreu na manhã de 18 de fevereiro e deixou uma filha de sete anos.

Gisele vivia com o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que estava no apartamento no momento do disparo. Ele relatou à polícia que tomava banho quando ouviu um barulho e, ao sair, encontrou a esposa caída no chão, com uma arma na mão. A policial chegou a ser socorrida e levada ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com familiares, a vítima vinha enfrentando dificuldades no relacionamento e teria pedido ajuda dias antes para se separar. O pai relatou que a filha ligou chorando pedindo para ser buscada. A mãe também afirmou que a policial se sentia controlada pelo companheiro e que ele impunha restrições ao modo como ela se vestia e se comportava.

Segundo os parentes, Gisele ingressou na Polícia Militar em 2014, após realizar um antigo sonho. Ela também se preparava para assumir um novo trabalho no Tribunal de Justiça.

O caso é investigado pelo 8º Distrito Policial do Brás e acompanhado pela Corregedoria da Polícia Militar. Até o momento, o marido não é considerado suspeito. Em depoimento, ele afirmou que o relacionamento era conturbado e que, no dia do ocorrido, havia proposto a separação. Segundo o oficial, após uma discussão, entrou no banheiro e ouviu o barulho que depois descobriu ser o disparo. A arma utilizada, segundo ele, ficava guardada no quarto onde dormia.
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