A confirmação da morte de uma mulher de 43 anos por febre maculosa em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, acendeu o alerta das autoridades de saúde para uma das doenças mais letais transmitidas por carrapatos. Embora o caso tenha ocorrido em março deste ano, a divulgação foi feita apenas agora.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a vítima era moradora da região do Alvarenga, área com grande concentração de mata, onde provavelmente ocorreu a contaminação. Ela procurou atendimento médico já em estado grave, apresentando choque, e morreu menos de 24 horas após dar entrada no hospital.
Após a confirmação do diagnóstico, a Vigilância Epidemiológica realizou uma investigação na residência da paciente e identificou que dois cães da família, que circulavam livremente pela região, estavam infestados por carrapatos. Exames laboratoriais confirmaram que os parasitas estavam contaminados pela bactéria Rickettsia, causadora da febre maculosa.
De acordo com o secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, Jean Gorinchteyn, equipes de vigilância visitaram a casa da vítima e os imóveis vizinhos para orientar os moradores sobre os riscos da doença. Os cães receberam tratamento imediato e a equipe de zoonoses inspecionou a região, sem encontrar outros animais infestados.
A Secretaria de Saúde também reforçou o monitoramento das unidades de atendimento para identificar rapidamente possíveis novos casos e orientou a população a procurar assistência médica logo nos primeiros sintomas.
A febre maculosa é uma doença infecciosa grave transmitida pela picada de carrapatos infectados, que podem ser transportados por animais como cães, cavalos e capivaras. O período de incubação varia de dois a 14 dias.
Os primeiros sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas e mal-estar, podendo ser confundidos com dengue, gripe ou outras infecções. Sem tratamento precoce, a bactéria pode atingir os vasos sanguíneos, provocar inflamação generalizada, comprometer diversos órgãos e causar hemorragias. Em estágios mais avançados, surgem manchas avermelhadas nas mãos e nos pés, um dos sinais característicos da doença.
O infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), alerta que a febre maculosa apresenta uma das maiores taxas de mortalidade entre as doenças infecciosas. Segundo ele, a letalidade pode variar entre 40% e 80%, podendo chegar a quase 90% quando o tratamento não é iniciado rapidamente.
Especialistas recomendam que pessoas que frequentam áreas de mata, pastagens ou locais com presença de capivaras utilizem calças compridas, botas e roupas claras, facilitando a identificação de carrapatos. Também é importante inspecionar o corpo e os animais de estimação após passeios e remover os carrapatos o mais rápido possível, evitando esmagá-los com as unhas. O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para aumentar as chances de cura e reduzir o risco de complicações graves.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a vítima era moradora da região do Alvarenga, área com grande concentração de mata, onde provavelmente ocorreu a contaminação. Ela procurou atendimento médico já em estado grave, apresentando choque, e morreu menos de 24 horas após dar entrada no hospital.
Após a confirmação do diagnóstico, a Vigilância Epidemiológica realizou uma investigação na residência da paciente e identificou que dois cães da família, que circulavam livremente pela região, estavam infestados por carrapatos. Exames laboratoriais confirmaram que os parasitas estavam contaminados pela bactéria Rickettsia, causadora da febre maculosa.
De acordo com o secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, Jean Gorinchteyn, equipes de vigilância visitaram a casa da vítima e os imóveis vizinhos para orientar os moradores sobre os riscos da doença. Os cães receberam tratamento imediato e a equipe de zoonoses inspecionou a região, sem encontrar outros animais infestados.
A Secretaria de Saúde também reforçou o monitoramento das unidades de atendimento para identificar rapidamente possíveis novos casos e orientou a população a procurar assistência médica logo nos primeiros sintomas.
A febre maculosa é uma doença infecciosa grave transmitida pela picada de carrapatos infectados, que podem ser transportados por animais como cães, cavalos e capivaras. O período de incubação varia de dois a 14 dias.
Os primeiros sintomas incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores no corpo, náuseas e mal-estar, podendo ser confundidos com dengue, gripe ou outras infecções. Sem tratamento precoce, a bactéria pode atingir os vasos sanguíneos, provocar inflamação generalizada, comprometer diversos órgãos e causar hemorragias. Em estágios mais avançados, surgem manchas avermelhadas nas mãos e nos pés, um dos sinais característicos da doença.
O infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), alerta que a febre maculosa apresenta uma das maiores taxas de mortalidade entre as doenças infecciosas. Segundo ele, a letalidade pode variar entre 40% e 80%, podendo chegar a quase 90% quando o tratamento não é iniciado rapidamente.
Especialistas recomendam que pessoas que frequentam áreas de mata, pastagens ou locais com presença de capivaras utilizem calças compridas, botas e roupas claras, facilitando a identificação de carrapatos. Também é importante inspecionar o corpo e os animais de estimação após passeios e remover os carrapatos o mais rápido possível, evitando esmagá-los com as unhas. O diagnóstico e o tratamento precoces são fundamentais para aumentar as chances de cura e reduzir o risco de complicações graves.
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