Uma manhã de tristeza, emoção e homenagens marcou a despedida da motorista de aplicativo Pâmela Letícia Nolastro Cunha, de 29 anos, nesta sexta-feira (9), em Piratininga, na região de Bauru (SP).
Pâmela foi encontrada morta na tarde de quinta-feira (8), em uma estrada de terra nas proximidades do Museu do Café, depois de desaparecer durante uma corrida solicitada em Bauru. O corpo apresentava marcas de golpes de arma branca (objeto cortante como facas).
O caso é investigado pela Polícia Civil como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte. Um homem de 23 anos foi preso, suspeito de envolvimento no crime.
Motoristas fizeram carreata para se despedir da colega
Em uma demonstração de solidariedade, motoristas de aplicativo se reuniram por volta das 9h desta sexta-feira, na Praça Machado de Melo, em Bauru, para prestar uma última homenagem à colega.
Os condutores seguiram em cortejo até Piratininga, onde o sepultamento de Pâmela aconteceu às 10h, no Cemitério Municipal.
Amigos, familiares e colegas de profissão participaram da despedida, marcada pela comoção diante da morte violenta da jovem.
Em entrevista à TV TEM, o pai de Pâmela, Rubens Nolastro, lamentou a perda da filha e expressou sua dor.
"É complicado, mas vai passar, se Deus quiser. Deus vai cobrar dele, e não vai ficar assim. O que ela passou, ele vai passar muito mais", afirmou.
Diante da tragédia, a Prefeitura de Piratininga decretou luto oficial de três dias, manifestando solidariedade aos familiares e amigos da motorista.

Suspeito foi preso durante a madrugada em Bauru
A Polícia Civil prendeu, no início da madrugada desta sexta-feira (9), João Vitor de Andrade Lima, de 23 anos, suspeito de participação no latrocínio.
Morador do Jardim Redentor, em Bauru, ele foi localizado por policiais da 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), na residência de sua namorada, no mesmo bairro.
Segundo a investigação, o veículo roubado da motorista foi encontrado estacionado no Jardim Redentor.
O automóvel passou por perícia, que identificou uma grande quantidade de sangue no banco do motorista e vestígios também no teto.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito afirmou que receberia R$ 2 mil para levar o carro roubado até Bauru e que utilizou seu próprio cadastro no aplicativo para solicitar a corrida realizada por Pâmela.
Apesar dessa declaração, a polícia ainda investiga se João Vitor foi o responsável direto pela morte da motorista ou se outras pessoas participaram do crime.
A prisão temporária do investigado foi decretada, e as diligências continuam para esclarecer toda a dinâmica dos acontecimentos.
Dois aparelhos celulares pertencentes à vítima ainda não haviam sido encontrados, segundo o delegado responsável pelo caso.

Última mensagem de Pâmela ajudou a polícia a localizar o corpo
Um dos detalhes mais importantes da investigação foi a descoberta de mensagens enviadas pela própria motorista a um grupo de WhatsApp, pouco antes de desaparecer.
Pâmela saiu de casa por volta das 6h de quarta-feira (7) para trabalhar como motorista de aplicativo.
Segundo sua irmã, Stefânia Nolastro Cunha, a família manteve contato com ela até aproximadamente as 14h. Depois desse horário, os parentes não conseguiram mais falar com a jovem.
O telefone estava desligado e o veículo havia desaparecido, aumentando a preocupação dos familiares.
Na manhã de quinta-feira (8), a família procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento.
Em entrevista à TV TEM, Stefânia contou que o contato com outros motoristas de aplicativo foi fundamental para encontrar pistas sobre o paradeiro da irmã.
"De repente começamos a encontrar os amigos dela que também são Uber e começaram as pistas", relatou.
Em uma das últimas mensagens enviadas ao grupo, Pâmela informou que estava na região do Museu do Café, em Piratininga, acompanhada de um passageiro que alegava dificuldades para realizar o pagamento da corrida.
A motorista também compartilhou sua localização exata.
"Vim parar aqui no museu do café em Piratininga. Já faz 10 minutos que tô aqui com o cara. E ele diz que não consegue entrar no banco. Estou aqui com o carro aguardando", escreveu Pâmela.
As mensagens e a localização compartilhada ajudaram a direcionar as buscas.
Horas depois, o corpo da jovem foi encontrado em uma estrada rural próxima à região mencionada na conversa.

Motorista de aplicativo encontrada morta mandou localização de local próximo a onde o corpo foi achado — Foto: Reprodução
Uber lamenta morte e informa desativação de conta
Em nota, a Uber lamentou a morte da motorista e informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
A empresa também declarou que a conta utilizada pelo homem que solicitou a corrida foi temporariamente desativada enquanto o caso é apurado.
A plataforma ressaltou ainda que as viagens realizadas por meio do aplicativo contam com cobertura de seguro.
Polícia investiga participação de outras pessoas
A investigação continua para esclarecer como ocorreu o crime, quem participou da ação e qual foi o destino dos objetos desaparecidos.
A Polícia Civil também busca determinar se o homem preso foi o autor dos golpes que provocaram a morte da motorista ou se atuou em conjunto com outros envolvidos.
A prisão temporária representa uma etapa da investigação e não constitui condenação.
A morte de Pâmela Letícia Nolastro Cunha provocou grande comoção entre motoristas de aplicativo, familiares e moradores de Bauru e Piratininga, além de reacender a preocupação com a segurança dos profissionais que trabalham diariamente no transporte de passageiros.
O Passando a Régua manifesta seus sinceros sentimentos aos familiares, amigos e colegas de profissão de Pâmela neste momento de dor e despedida.
Pâmela foi encontrada morta na tarde de quinta-feira (8), em uma estrada de terra nas proximidades do Museu do Café, depois de desaparecer durante uma corrida solicitada em Bauru. O corpo apresentava marcas de golpes de arma branca (objeto cortante como facas).
O caso é investigado pela Polícia Civil como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte. Um homem de 23 anos foi preso, suspeito de envolvimento no crime.
Motoristas fizeram carreata para se despedir da colega
Em uma demonstração de solidariedade, motoristas de aplicativo se reuniram por volta das 9h desta sexta-feira, na Praça Machado de Melo, em Bauru, para prestar uma última homenagem à colega.
Os condutores seguiram em cortejo até Piratininga, onde o sepultamento de Pâmela aconteceu às 10h, no Cemitério Municipal.
Amigos, familiares e colegas de profissão participaram da despedida, marcada pela comoção diante da morte violenta da jovem.
Em entrevista à TV TEM, o pai de Pâmela, Rubens Nolastro, lamentou a perda da filha e expressou sua dor.
"É complicado, mas vai passar, se Deus quiser. Deus vai cobrar dele, e não vai ficar assim. O que ela passou, ele vai passar muito mais", afirmou.
Diante da tragédia, a Prefeitura de Piratininga decretou luto oficial de três dias, manifestando solidariedade aos familiares e amigos da motorista.

Suspeito foi preso durante a madrugada em Bauru
A Polícia Civil prendeu, no início da madrugada desta sexta-feira (9), João Vitor de Andrade Lima, de 23 anos, suspeito de participação no latrocínio.
Morador do Jardim Redentor, em Bauru, ele foi localizado por policiais da 3ª Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), na residência de sua namorada, no mesmo bairro.
Segundo a investigação, o veículo roubado da motorista foi encontrado estacionado no Jardim Redentor.
O automóvel passou por perícia, que identificou uma grande quantidade de sangue no banco do motorista e vestígios também no teto.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito afirmou que receberia R$ 2 mil para levar o carro roubado até Bauru e que utilizou seu próprio cadastro no aplicativo para solicitar a corrida realizada por Pâmela.
Apesar dessa declaração, a polícia ainda investiga se João Vitor foi o responsável direto pela morte da motorista ou se outras pessoas participaram do crime.
A prisão temporária do investigado foi decretada, e as diligências continuam para esclarecer toda a dinâmica dos acontecimentos.
Dois aparelhos celulares pertencentes à vítima ainda não haviam sido encontrados, segundo o delegado responsável pelo caso.

Última mensagem de Pâmela ajudou a polícia a localizar o corpo
Um dos detalhes mais importantes da investigação foi a descoberta de mensagens enviadas pela própria motorista a um grupo de WhatsApp, pouco antes de desaparecer.
Pâmela saiu de casa por volta das 6h de quarta-feira (7) para trabalhar como motorista de aplicativo.
Segundo sua irmã, Stefânia Nolastro Cunha, a família manteve contato com ela até aproximadamente as 14h. Depois desse horário, os parentes não conseguiram mais falar com a jovem.
O telefone estava desligado e o veículo havia desaparecido, aumentando a preocupação dos familiares.
Na manhã de quinta-feira (8), a família procurou a polícia e registrou um boletim de ocorrência por desaparecimento.
Em entrevista à TV TEM, Stefânia contou que o contato com outros motoristas de aplicativo foi fundamental para encontrar pistas sobre o paradeiro da irmã.
"De repente começamos a encontrar os amigos dela que também são Uber e começaram as pistas", relatou.
Em uma das últimas mensagens enviadas ao grupo, Pâmela informou que estava na região do Museu do Café, em Piratininga, acompanhada de um passageiro que alegava dificuldades para realizar o pagamento da corrida.
A motorista também compartilhou sua localização exata.
"Vim parar aqui no museu do café em Piratininga. Já faz 10 minutos que tô aqui com o cara. E ele diz que não consegue entrar no banco. Estou aqui com o carro aguardando", escreveu Pâmela.
As mensagens e a localização compartilhada ajudaram a direcionar as buscas.
Horas depois, o corpo da jovem foi encontrado em uma estrada rural próxima à região mencionada na conversa.

Motorista de aplicativo encontrada morta mandou localização de local próximo a onde o corpo foi achado — Foto: Reprodução
Uber lamenta morte e informa desativação de conta
Em nota, a Uber lamentou a morte da motorista e informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
A empresa também declarou que a conta utilizada pelo homem que solicitou a corrida foi temporariamente desativada enquanto o caso é apurado.
A plataforma ressaltou ainda que as viagens realizadas por meio do aplicativo contam com cobertura de seguro.
Polícia investiga participação de outras pessoas
A investigação continua para esclarecer como ocorreu o crime, quem participou da ação e qual foi o destino dos objetos desaparecidos.
A Polícia Civil também busca determinar se o homem preso foi o autor dos golpes que provocaram a morte da motorista ou se atuou em conjunto com outros envolvidos.
A prisão temporária representa uma etapa da investigação e não constitui condenação.
A morte de Pâmela Letícia Nolastro Cunha provocou grande comoção entre motoristas de aplicativo, familiares e moradores de Bauru e Piratininga, além de reacender a preocupação com a segurança dos profissionais que trabalham diariamente no transporte de passageiros.
O Passando a Régua manifesta seus sinceros sentimentos aos familiares, amigos e colegas de profissão de Pâmela neste momento de dor e despedida.
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