Mudança na contagem de tempo pode acelerar processo de cidadania portuguesa para brasileiros

Alteração aprovada pelo Parlamento Português modifica início da contagem do prazo de cinco anos para obtenção da cidadania.
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Nos primeiros dias de 2024, o Parlamento português aprovou uma alteração que pode impactar positivamente o processo de obtenção da cidadania portuguesa para brasileiros e outros estrangeiros. Atualmente, o prazo de cinco anos para requerer a cidadania começa a ser contado a partir do momento em que o estrangeiro recebe a autorização de residência. A mudança proposta prevê que esse prazo passe a ser contado a partir do momento do pedido de autorização de residência.

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A modificação visa agilizar o processo para estrangeiros que, por exemplo, chegam a Portugal como turistas, conseguem emprego e iniciam o processo de regularização. O advogado especializado em imigração, Leonardo Peron, destaca que o processo de regularização costuma levar cerca de dois anos, e a mudança na contagem do prazo para cidadania beneficiará aqueles que iniciam esse procedimento.

Peron acredita que a medida corrija uma lacuna no sistema, tornando mais razoável o tempo para se obter resposta em processos migratórios, especialmente considerando a demanda de mão de obra estrangeira em Portugal.

A mudança não afeta significativamente os brasileiros que solicitam vistos ainda no Brasil, como o visto D7 para aposentados. Nesses casos, a contagem do prazo de cinco anos inicia após a regularização em Portugal.

Além dessa alteração, o Parlamento português aprovou outras mudanças na Lei da Nacionalidade, como a redução do prazo para judeus sefarditas terem acesso à cidadania e a previsão de direito à cidadania para filhos reconhecidos por pais portugueses após os 18 anos.

O advogado destaca que a cidadania portuguesa oferece vantagens, como o acesso facilitado a outros países da União Europeia e benefícios em viagens para Estados Unidos, Canadá e Austrália. Além disso, cidadãos portugueses têm condições mais favoráveis em financiamentos imobiliários em comparação a estrangeiros com título de residência.

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