Mulher admite que inventou roubo de carro para enganar seguro, após polícia descobrir farsa em Ourinhos

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Uma mulher de 43 anos e seu namorado de 50 anos vão responder por crime de comunicação falsa de crime em Ourinhos. Eles teriam inventado a existência de um roubo à mão armada para receber o seguro de um carro.

O registro foi feito na semana passada, dia 7, terça-feira. A. V. P. foi até à CPJ (Central de Polícia Judiciária de Ourinhos) e disse que bandidos não identificados, por volta das 19h15, a rederam e levaram o seu carro, em frente da sua casa, na Rua Maria Pacheco Chaves, no Parque Pacheco Chaves. Porém, após investigação, policiais civis constaram, através de imagens de monitoramento do dia e hora dos fatos, que não houve o roubo.

A mulher foi intimada a comparecer na CPJ para esclarecer os fatos e confessou que o roubo não aconteceu e que comunicou falsamente o crime para acionar o seguro do veículo, um Fiat/Pálio Essence, branco, com placas de Sorocaba (SP). A mulher disse ainda, que fez a comunicação falsa de crime, pois foi orientada pelo namorado, um servidor municipal.

Ambos foram ouvidos, liberados e serão indiciados.

Relembre o relato

De acordo com a vítima, ela chegava em casa e parou o carro, um Fiat/Pálio Essence, branco, com placas de Sorocaba (SP), na calçada e acionou o portão eletrônico, e como o portão apresenta defeito, ficou esperando seu esposo abrir o portão por dentro, e neste momento viu uma motocicleta com dois indivíduos, que passaram pelo veículo e depois retornaram, onde o garupa da motocicleta desceu e apontou uma arma e disse: “fique quietinha, não vou fazer nada, eu só quero o carro”. A mulher então saiu do carro, o bandido armado entrou e fugiu sentido a rodovia. A motocicleta acompanhou o veículo na fuga.

Ainda segundo a vítima, ela não conseguiu ver o rosto dos bandidos, devido a escuridão da rua com iluminação pública prejudicada. Mas seriam dois homens magros, com 1,60 a 1,70 de altura. Também não foi possível ver o tipo da moto, a cor, marca e nem a cilindrada. A casa da vítima não possui câmeras de filmagens e não sabe dizer se nas redondezas existem câmeras. A vítima está no endereço apenas há dois meses.