Uma colonoscopia de rotina terminou em tragédia para a agente de organização escolar Mariana dos Santos Candido, de 41 anos, que morreu na quarta-feira (30) após sofrer uma grave complicação durante o exame realizado no Hospital Municipal de Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo.
Segundo familiares, Mariana havia ligado para a tia, a professora Mara Aparecida, na véspera do procedimento apenas para dizer que a amava. Durante a conversa, ela confidenciou que estava apreensiva com a realização do exame.
"Ela me ligou só para dizer: 'Tia, eu te amo'. Disse que faria o exame no dia seguinte e que estava com medo", relatou Mara ao g1.
Na manhã seguinte, Mariana foi submetida a uma colonoscopia, exame considerado seguro e utilizado para avaliar a saúde do intestino grosso e auxiliar na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer colorretal. Durante o procedimento, porém, houve uma perfuração no intestino.
De acordo com a família, a equipe médica informou que aproximadamente 50% do órgão teria sido lesionado durante o exame. Mariana passou por uma cirurgia de emergência para reparar a perfuração, mas não resistiu às complicações e morreu no início da tarde.
Segundo os familiares, ela não apresentava problemas de saúde e realizava a colonoscopia pela primeira vez, seguindo recomendação médica em razão do histórico de câncer de intestino na família.
Mariana morava com a mãe na região da Cohab I, na Zona Leste da capital paulista, e deixa três filhos, de 20, 15 e 9 anos, que criava sozinha. Recentemente, havia conquistado uma vaga como agente de organização escolar na rede estadual de ensino, realização que, segundo parentes, comemorava com muita alegria.
A família também critica a falta de informações sobre o procedimento. Conforme relatado, representantes do hospital informaram que a colonoscopia foi realizada por uma empresa terceirizada instalada dentro da unidade, mas disseram que não poderiam divulgar o nome do médico responsável nem da clínica, alegando que essas informações só poderiam ser fornecidas a parentes de primeiro grau.
Além disso, os familiares afirmam ter sido informados de que um relatório detalhado sobre o caso somente será disponibilizado em até 30 dias.
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo informou que instaurou uma sindicância interna para apurar as circunstâncias da morte junto à Clínica de Endoscopia Salinas, responsável pela realização do exame no hospital. A pasta afirmou lamentar profundamente o falecimento da paciente e garantiu que a apuração será rigorosa em relação à conduta médica adotada, acrescentando que a direção da unidade permanece à disposição da família.
O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte suspeita e morte acidental. O corpo de Mariana foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame necroscópico que deverá apontar oficialmente a causa da morte.
Embora a colonoscopia seja considerada um exame seguro e fundamental para a prevenção do câncer de intestino, complicações como perfuração intestinal podem ocorrer em casos raros. As circunstâncias do procedimento e a eventual responsabilidade pelo ocorrido serão esclarecidas pelas investigações.
Segundo familiares, Mariana havia ligado para a tia, a professora Mara Aparecida, na véspera do procedimento apenas para dizer que a amava. Durante a conversa, ela confidenciou que estava apreensiva com a realização do exame.
"Ela me ligou só para dizer: 'Tia, eu te amo'. Disse que faria o exame no dia seguinte e que estava com medo", relatou Mara ao g1.
Na manhã seguinte, Mariana foi submetida a uma colonoscopia, exame considerado seguro e utilizado para avaliar a saúde do intestino grosso e auxiliar na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer colorretal. Durante o procedimento, porém, houve uma perfuração no intestino.
De acordo com a família, a equipe médica informou que aproximadamente 50% do órgão teria sido lesionado durante o exame. Mariana passou por uma cirurgia de emergência para reparar a perfuração, mas não resistiu às complicações e morreu no início da tarde.
Segundo os familiares, ela não apresentava problemas de saúde e realizava a colonoscopia pela primeira vez, seguindo recomendação médica em razão do histórico de câncer de intestino na família.
Mariana morava com a mãe na região da Cohab I, na Zona Leste da capital paulista, e deixa três filhos, de 20, 15 e 9 anos, que criava sozinha. Recentemente, havia conquistado uma vaga como agente de organização escolar na rede estadual de ensino, realização que, segundo parentes, comemorava com muita alegria.
A família também critica a falta de informações sobre o procedimento. Conforme relatado, representantes do hospital informaram que a colonoscopia foi realizada por uma empresa terceirizada instalada dentro da unidade, mas disseram que não poderiam divulgar o nome do médico responsável nem da clínica, alegando que essas informações só poderiam ser fornecidas a parentes de primeiro grau.
Além disso, os familiares afirmam ter sido informados de que um relatório detalhado sobre o caso somente será disponibilizado em até 30 dias.
Em nota, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo informou que instaurou uma sindicância interna para apurar as circunstâncias da morte junto à Clínica de Endoscopia Salinas, responsável pela realização do exame no hospital. A pasta afirmou lamentar profundamente o falecimento da paciente e garantiu que a apuração será rigorosa em relação à conduta médica adotada, acrescentando que a direção da unidade permanece à disposição da família.
O caso foi registrado pela Polícia Civil como morte suspeita e morte acidental. O corpo de Mariana foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame necroscópico que deverá apontar oficialmente a causa da morte.
Embora a colonoscopia seja considerada um exame seguro e fundamental para a prevenção do câncer de intestino, complicações como perfuração intestinal podem ocorrer em casos raros. As circunstâncias do procedimento e a eventual responsabilidade pelo ocorrido serão esclarecidas pelas investigações.
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