Mulher é presa após incendiar carro do ex-companheiro em São Pedro do Turvo; veículo foi destruído e policial acabou ferido

Compartilhe:
Uma mulher de 32 anos foi presa na manhã de quinta-feira, 20, em São Pedro do Turvo, acusada de incendiar o carro do ex-companheiro e provocar danos à residência dele. Segundo a Polícia Militar, o ataque ocorreu na madrugada do dia 19 para 20 de novembro e resultou na destruição total do veículo e danos parciais à casa da vítima.

De acordo com o boletim de ocorrência, o comunicante C. A. C., de 45 anos, procurou a Polícia Civil relatando que, por volta das 22h de quarta-feira (19), sua ex-companheira A., agora indiciada, esteve em sua residência e, após ser autorizada a entrar, passou a quebrar objetos da casa. Ele pediu que ela se retirasse, momento em que, ao sair, A. teria quebrado o para-brisa e os vidros laterais de seu carro com pedras, dizendo que retornaria para colocar fogo no veículo.

Horas depois, por volta das 3h30 da madrugada, C. ouviu barulhos no imóvel e, ao sair, encontrou seu automóvel — um VW Gol, 2001, prata — em chamas na garagem. O fogo destruiu totalmente o veículo e chegou a atingir parte da laje da residência. O incêndio somente foi controlado com o auxílio de um caminhão-pipa da prefeitura de São Pedro.

Na manhã seguinte, o caso voltou a ser comunicado à polícia. A equipe da Polícia Militar localizou A. na casa da mãe dela. Segundo os policiais, a mulher confessou ter ateado fogo no veículo com a intenção de atingir o ex-companheiro. Diante da confissão, foi dada voz de prisão.

A indiciada resistiu à detenção, sendo necessário o uso de algemas nos braços e pernas para evitar maiores agressões. Durante a contenção, ela mordeu a mão do policial militar A., ato que configura crime de resistência. A. recebeu atendimento médico preventivo.

Ambos foram encaminhados à UPA de Santa Cruz do Rio Pardo. Aline apresentava comportamento agressivo e foi medicada para sedação, embora sem lesões aparentes. O policial também foi medicado após a mordida.

A Polícia Civil foi acionada para perícia no local do incêndio. A autoridade policial de plantão ratificou a prisão e determinou a lavratura do auto de prisão em flagrante pelos crimes de ameaça e resistência, sem arbitramento de fiança, devido à soma das penas máximas previstas.

A mulher foi recolhida a uma cela de trânsito do plantão policial em Ourinhos, onde permanece à disposição da Justiça e deve passar por audiência de custódia.