Mulher é presa em Assis durante operação que investiga esquema de R$ 1,1 bilhão ligado ao PCC

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Uma mulher de 45 anos foi presa nesta quinta-feira (12) em Assis durante a Operação Dark Trader, que investiga um esquema bilionário de lavagem de dinheiro com suspeita de envolvimento de uma organização criminosa chinesa e da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

A prisão foi realizada por equipes da Polícia Civil, por meio do Grupo de Operações Especiais (GOE) e das unidades especializadas DIG e DISE de Assis, em ação coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), com apoio do Ministério Público e da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo.

Segundo as investigações, o esquema teria movimentado cerca de R$ 1,07 bilhão em um período de sete meses, por meio da distribuição e venda de produtos eletrônicos no estado de São Paulo. A mulher presa em Assis é apontada como operadora do esquema e teve um telefone celular apreendido, que será analisado para auxiliar no avanço das investigações.

Ao todo, foram cumpridos 23 mandados judiciais nos estados de São Paulo e Santa Catarina, sendo 20 mandados de busca e apreensão e três de prisão. Também houve o sequestro judicial de imóveis de alto padrão, veículos de luxo e bloqueio de 36 contas bancárias vinculadas ao grupo criminoso, com valores estimados em aproximadamente R$ 1 bilhão.

De acordo com o Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP), também foram sequestrados cerca de R$ 25 milhões em bens, incluindo imóveis, automóveis e aplicações financeiras, além de contas bancárias em nome de terceiros suspeitos de atuar como “laranjas”.

As autoridades informaram que o grupo utilizava um sistema financeiro estruturado para dificultar o rastreamento dos valores. O esquema envolvia uma empresa principal responsável pelas vendas, enquanto os pagamentos eram redirecionados para empresas de fachada. Notas fiscais falsas eram emitidas e os recursos concentrados em contas intermediárias, antes de serem distribuídos para diversas contas vinculadas à organização.

Ao todo, 18 pessoas e 14 empresas são investigadas. Durante a operação, também foram apreendidos computadores, equipamentos eletrônicos e quatro veículos de luxo.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos e esclarecer o funcionamento completo do esquema.