Mulher é suspeita de esfaquear o próprio filho após desentendimento em Ribeirão do Sul

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Um caso registrado na última sexta-feira, 11, em Ribeirão do Sul, chamou a atenção após as informações chegarem à redação do Passando a Régua nesta terça-feira (15). Uma mulher é apontada como autora de um golpe com objeto perfurocortante que atingiu o próprio filho, L. A. F., de 29 anos, após um desentendimento familiar.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Civil tomou conhecimento do caso depois que L. deu entrada na UPA de Ourinhos apresentando uma lesão no braço esquerdo. Por determinação da autoridade policial, um investigador foi até a unidade de saúde para conversar com o jovem.
 
L. relatou que estava em sua residência acompanhado de familiares e que ele e a mãe haviam ingerido bebida alcoólica. Em determinado momento, os dois teriam se desentendido e, conforme a versão apresentada pela vítima à polícia, sua mãe desferiu um golpe com um instrumento perfurocortante, atingindo seu antebraço esquerdo.

Própria mãe teria chamado o Samu
Ainda conforme o registro policial, após o ocorrido, a própria mulher apontada como autora acionou o Samu para prestar socorro ao filho. L. foi levado para a UPA de Ourinhos.

A documentação médica apresentada à Polícia Civil apontou um ferimento cortante extenso no antebraço esquerdo, com possibilidade de comprometimento de tendões e musculatura. O jovem precisou passar por sutura e posteriormente foi encaminhado à Santa Casa para avaliação cirúrgica especializada.

Apesar da gravidade descrita no atendimento médico, o boletim informa que, em uma análise inicial, a autoridade policial registrou o caso como lesão corporal de natureza leve, ressaltando que a classificação poderá ser modificada caso novas informações ou avaliações indiquem enquadramento diferente durante eventual investigação.

Filho disse que não queria representar contra a mãe
Questionado pela polícia, L. declarou naquele momento que não desejava representar criminalmente contra a própria mãe pelos fatos narrados.

Ele recebeu orientação sobre o prazo legal de seis meses para eventual representação, contado a partir do conhecimento da autoria.

Ainda segundo o boletim, o jovem não conseguiu informar o endereço nem fornecer dados suficientes para a qualificação completa da mãe durante o plantão policial.

Ninguém foi preso em decorrência da ocorrência. O caso foi encaminhado para apreciação da autoridade policial responsável pela área onde os fatos ocorreram, que poderá analisar as circunstâncias e eventuais providências investigativas.
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