Mulher que teve 90% do corpo queimado morre 12 dias após explosão de silo em Cândido Mota

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Morreu após 12 dias internada a jovem Genseli Cristina Alves do Paraíso, de 27 anos, vítima da explosão de um silo em uma cooperativa agrícola na cidade de Cândido Mota, no interior de São Paulo. Ela não resistiu aos graves ferimentos e faleceu enquanto recebia tratamento médico especializado.

Genseli era funcionária da unidade e sofreu queimaduras em cerca de 90% do corpo no momento da explosão, ocorrida no dia 22 de fevereiro. Desde então, a jovem estava internada na Unidade de Queimados do Hospital de Base de Bauru, onde recebia cuidados intensivos.

O acidente deixou ao menos cinco pessoas feridas, conforme informou o Corpo de Bombeiros. Entre as vítimas está também um jovem de 18 anos que sofreu queimaduras em aproximadamente 40% do corpo. Outras três pessoas tiveram apenas ferimentos leves e foram atendidas no hospital de Cândido Mota. A identidade dessas vítimas não foi divulgada.

Imagens que circularam nas redes sociais mostram o momento do acidente. No registro, é possível ver um caminhão descarregando grãos no silo quando ocorre a explosão, acompanhada por um forte estrondo. O impacto destruiu parte do teto da estrutura, e destroços chegaram a cair sobre a Avenida João Alves dos Santos, onde fica a cooperativa.

Câmeras de segurança de uma academia localizada na mesma avenida também registraram o momento da explosão. Nas imagens, é possível ouvir o barulho intenso e ver a fumaça invadindo parte da estrutura do estabelecimento. Com o impacto, o vidro de uma das janelas do local chegou a se quebrar.

Imagens aéreas feitas por drone após o acidente mostram os danos causados na parte superior do silo, com estruturas destruídas e espalhadas pelo local. Segundo as primeiras informações, a explosão teria começado em uma área subterrânea da estrutura.

As causas do acidente ainda estão sendo investigadas pelas autoridades.