A enfermeira Mara Abreu, que tomou cápsulas de um chá emagrecedor, morreu nesta quinta-feira (3) após complicações de um transplante de fígado no Hospital das Clínicas, em São Paulo, segundo amigos e familiares. As inforações são do site g1.
Mara foi submetida ao transplante após ter uma hepatite fulminante. De acordo com a família, os médicos suspeitam que a hepatite foi causada pelo consumo de um chá em cápsulas que mistura 50 ervas diferentes. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou nota nesta sexta-feira (4) para alertar que produtos com a marca "50 Ervas Emagrecedor" estão proibidos no país desde 2020.
Mara Abreu tinha 42 anos e era enfermeira no Hospital Santa Joana. Seu corpo foi cremado e o velório ocorreu nesta sexta-feira (4) no Funeral Tatuapé, na Zona Leste da capital.
Substâncias não autorizadas

Frasco do chá em cápsula encontrado pelos familiares de Mara Abreu — Foto: Arquivo pessoal
Segundo a Anvisa o produto "50 ervas emagrecedor" não pode ser classificado como alimento, ou mesmo como suplemento alimentar, pois contém ingredientes que não são autorizados para o uso em alimentos.
"Entre estes componentes estão o chapéu de couro, cavalinha, douradinha, salsa parrilha, carobinha, sene, dente de leão, pau ferro, centelha asiática. Essas espécies vegetais tem autorização para uso somente em medicamentos, como fitoterápicos, e não em suplementos alimentares", alerta a Anvisa.
O primeiro veto da Anvisa ao produto ocorreu em portaria de novembro de 2020, voltado contra a empresa Pró-Ervas. A segunda ocorreu em março de 2021 e direcionada para produto da Natuviva.
"O motivo das proibições foi a comprovada divulgação e comercialização dos produtos sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa, fabricados por empresa que não possui Autorização de Funcionamento na Agência para fabricação de medicamentos", informou a agência.
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