O investidor José Oswaldo Dell’Agnolo, natural de Piraju (SP) e conhecido nacionalmente como “Lobo do Batel”, é apontado pela Polícia Civil como o principal suspeito de um esquema bilionário de golpes financeiros que também causou prejuízos significativos em sua cidade natal. Somente em Piraju, o valor estimado das perdas já identificadas chega a pelo menos R$ 250 mil, podendo aumentar à medida que as investigações avançam.
De acordo com a polícia, há seis boletins de ocorrência por estelionato registrados contra o acusado no município, que possui pouco mais de 30 mil habitantes. O levantamento do número total de vítimas ainda está em andamento. O prejuízo atribuído às ações do suspeito em Piraju supera, inclusive, o orçamento anual de alguns setores da administração municipal, como o Departamento de Governo e Gestão (R$ 225 mil), o Departamento de Planejamento (R$ 131 mil) e a Unidade de Controle Interno (R$ 118 mil).
José Oswaldo era considerado foragido desde agosto de 2025, quando foi registrado em Piraju um boletim de ocorrência relacionado ao seu desaparecimento. Ele foi localizado e preso em dezembro do mesmo ano, em um hotel de luxo em Itapema, no litoral de Santa Catarina.
Durante as buscas no quarto onde ele estava hospedado, as autoridades apreenderam R$ 1.131.220 em espécie e US$ 721.300, além de diversos objetos de valor, como um tablet, dez celulares, um notebook, relógios e chaves de veículos. Segundo a Polícia Militar, o investigado integra um esquema de fraudes envolvendo plataformas digitais de investimento, com vítimas em diferentes regiões do país.
A investigação é conduzida pela Polícia Federal do Paraná, e o mandado de prisão foi expedido pela 23ª Vara Federal de Curitiba. Seis dias antes da prisão em Itapema, a PF havia deflagrado uma operação contra grupos suspeitos de movimentar mais de R$ 1 bilhão por meio de instituições financeiras clandestinas. A ação resultou no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, no bloqueio de ativos que podem chegar a R$ 66 milhões e no sequestro de imóveis e veículos para garantir o ressarcimento das vítimas.

Segundo a Polícia Federal, os investigados utilizavam empresas ligadas ao setor de tecnologia e um banco digital para captar recursos, oferecendo contratos com rentabilidade fixa, baixo risco e ganhos acima do mercado, alguns deles associados a supostos algoritmos e inteligência artificial. A apuração aponta ainda que as empresas não possuíam autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nem do Banco Central para operar. Após o colapso do esquema, os responsáveis teriam interrompido os pagamentos, deixado de prestar contas e passado a ocultar patrimônio.

Após a prisão de José Oswaldo, dois policiais militares de Santa Catarina, Bruno Israel dos Santos Czerwonka e Milton Prestes dos Santos Junior, também foram presos sob suspeita de cobrança de propina para não deter o investidor. Conforme a investigação, eles teriam ido ao local indicado por denúncia sobre o paradeiro do acusado e saído com cerca de R$ 500 mil e dólares. A defesa dos policiais negou as acusações, afirmando que nenhum valor foi apreendido e questionando a consistência da denúncia.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de José Oswaldo Dell’Agnolo.
De acordo com a polícia, há seis boletins de ocorrência por estelionato registrados contra o acusado no município, que possui pouco mais de 30 mil habitantes. O levantamento do número total de vítimas ainda está em andamento. O prejuízo atribuído às ações do suspeito em Piraju supera, inclusive, o orçamento anual de alguns setores da administração municipal, como o Departamento de Governo e Gestão (R$ 225 mil), o Departamento de Planejamento (R$ 131 mil) e a Unidade de Controle Interno (R$ 118 mil).
José Oswaldo era considerado foragido desde agosto de 2025, quando foi registrado em Piraju um boletim de ocorrência relacionado ao seu desaparecimento. Ele foi localizado e preso em dezembro do mesmo ano, em um hotel de luxo em Itapema, no litoral de Santa Catarina.
Durante as buscas no quarto onde ele estava hospedado, as autoridades apreenderam R$ 1.131.220 em espécie e US$ 721.300, além de diversos objetos de valor, como um tablet, dez celulares, um notebook, relógios e chaves de veículos. Segundo a Polícia Militar, o investigado integra um esquema de fraudes envolvendo plataformas digitais de investimento, com vítimas em diferentes regiões do país.
A investigação é conduzida pela Polícia Federal do Paraná, e o mandado de prisão foi expedido pela 23ª Vara Federal de Curitiba. Seis dias antes da prisão em Itapema, a PF havia deflagrado uma operação contra grupos suspeitos de movimentar mais de R$ 1 bilhão por meio de instituições financeiras clandestinas. A ação resultou no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão, no bloqueio de ativos que podem chegar a R$ 66 milhões e no sequestro de imóveis e veículos para garantir o ressarcimento das vítimas.

Segundo a Polícia Federal, os investigados utilizavam empresas ligadas ao setor de tecnologia e um banco digital para captar recursos, oferecendo contratos com rentabilidade fixa, baixo risco e ganhos acima do mercado, alguns deles associados a supostos algoritmos e inteligência artificial. A apuração aponta ainda que as empresas não possuíam autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nem do Banco Central para operar. Após o colapso do esquema, os responsáveis teriam interrompido os pagamentos, deixado de prestar contas e passado a ocultar patrimônio.

Após a prisão de José Oswaldo, dois policiais militares de Santa Catarina, Bruno Israel dos Santos Czerwonka e Milton Prestes dos Santos Junior, também foram presos sob suspeita de cobrança de propina para não deter o investidor. Conforme a investigação, eles teriam ido ao local indicado por denúncia sobre o paradeiro do acusado e saído com cerca de R$ 500 mil e dólares. A defesa dos policiais negou as acusações, afirmando que nenhum valor foi apreendido e questionando a consistência da denúncia.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de José Oswaldo Dell’Agnolo.





