A Argentina continua monitorando pelo menos 10 nuvens de gafanhotos no país. A boa notícia é que o grupo de insetos mais próximo ao Brasil está controlado e o risco de chegada é baixo. (Confira o vídeo abaixo)
O Serviço Nacional de Saúde e Qualidade Alimentar (Senasa) considera que, das 10 nuvens, 2 já estão controladas: uma é a da fronteira entre Argentina, Brasil e Uruguai e outra no centro do país.
Já 8 nuvens continuam ativas e estão mais para a região central e para o norte da Argentina, perto da fronteira com o Paraguai, que é o local de origem da formação das nuvens de gafanhotos. Essas estão consideravelmente longe do Brasil.
Nessas áreas, técnicos do Senasa e produtores rurais vão atuando no controle da praga. Na fronteira com o Brasil, como os gafanhotos já são considerados como “controlados”, fica apenas um sinal de alerta para a região.
Alerta contra 'gafanhoto gigante'

Tucura quebrachera: espécie de gafanhoto pode chegar até 13 cm — Foto: Senasa/Divulgação
Além do monitoramento das nuvens, a Argentina declarou emergência fitossanitária contra uma espécie de gafanhoto que é quase 3 vezes maior do que os insetos que já estão no país. O alerta é contra a praga Tropidacris collaris Stoll (conhecida como “tucura quebrachera”).
Para se ter uma ideia, a espécie Schistocerca cancellata, que é a que está espalhada nas diversas nuvens pelo país e que chegou perto da fronteira com o Brasil, tem entre 5,5 e 6,5 cm, enquanto a “Tucura quebrachera” tem cerca de 14 cm na fase adulta.
O inseto gigante foi visto em 4 províncias e aumento de população em mais 6 distritos do país, causando danos às lavouras de soja, milho, algodão e sorgo, bem como florestas nativas e pastagens.
Segundo a Senasa, tucuras são insetos polífagos, que se alimentam de quase todas as plantas, incluindo plantações, pastagens e flora nativa.
(Confira o vídeo abaixo)
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