Oito inquéritos sobre desaparecimentos de crianças, ocorridos nos anos 90, estão abertos há mais de 30 anos no Paraná, de acordo com o Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride) da Polícia Civil (PC-PR). As informações foram divulgadas pelo g1.
Esses sumiços foram registrados na década em que Leandro Bossi e Evandro Ramos Caetano desapareceram em Guaratuba, no litoral do estado. Casos que ganharam repercussão nacional - as crianças foram mortas, e não se sabe quem foi o autor dos assassinatos.
- Três desaparecimentos anos 80;
- Oito desaparecimentos nos anos 90;
- 14 desaparecimentos nos anos 2000.
De acordo com a delegada Eliete Aparecida Kovalhuk, os casos não são abandonados, ou seja, todos que estão em aberto, continuam sendo investigados.
"A cada pista que aparece, a cada indício que é comunicado aqui, fazemos as diligências necessárias pra tentar apurar ou descartar, o que muitas vezes acontece [...] A equipe prontamente faz as investigações pra poder apurar a veracidade e essas questões, apesar de haver aí 25 casos em aberto, todas as diligências são sempre feitas assim que chegam as pistas", disse.
Na tentativa de se avançar na investigação e chegar a informações que levem à solução dos desaparecimentos, a polícia utiliza uma tecnologia que simula como estariam hoje as crianças desaparecidas.
É a chamada Progressão de Idade Digital.
Veja como estariam as crianças desaparecidas atualmente:

Guilherme Carames desapareceu em 1991 — Foto: Polícia Civil

Ednilton Palma desapareceu em 1992 — Foto: Polícia Civil

Edson Rodrigo desapareceu em 1992 — Foto: Polícia Civil

Osnei Ranea desapareceu em 1997 — Foto: Polícia Civil

Kelly Cristina desapareceu em 1997 — Foto: Polícia Civil
As projeções de Lucinéia Silvéria da Silva, Gislaine Aparecida Ferreira e Letícia Morais de Oliveira não estavam no site do Sicride.

Lucinéia Silvéria — Foto: Polícia Civil do Paraná
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Gislaine Aparecida desapareceu em 1992 — Foto: Polícia Civil do Paraná

Leticia Moraes desapareceu em 1992 — Foto: Polícia Civil do Paraná
A Progressão de Idade Digital foi desenvolvida a partir de 1990 no Paraná, colocando informações como bigode, barba ou modificando corte de cabelos em pessoas procuradas pela polícia.
A partir de 1994, segundo a polícia, com o desaparecimento constante de crianças no estado, o então diretor do Instituto de Criminalística do Estado do Paraná propôs que o setor de retrato falado, que trabalhava com modificação de imagens por computador, desenvolvesse uma metodologia científica para atualizar a imagem de crianças.
O envelhecimento digital recolhe as fotografias das crianças, estuda o perfil da cabeça da criança e procura desenvolver a evolução, pesquisando dentro de um banco de dados também montado com vários padrões de formatos de cabeças.
A delegada ressalta que é importante que a criança tenha uma rotina, pois caso saia do normal, é fácil de identificar e registrar o desaparecimento.
"Se por algum momento saiu do normal, ou seja, a criança tem um horário para chegar em casa, passou tempo e não aparece... Não precisa esperar 24 horas, se houve a desconfiança de que houve uma saída de rotina que não é normal, procura uma unidade de polícia mais próxima", disse ela.
Quanto antes a informação chegar ao órgão, melhor para a eficácia da investigações, destaca a delegada.
Contudo, se a criança for encontrada, é importante avisar as autoridades para que retirem o registro de desaparecimento.
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