Uma operação do Ministério Público de São Paulo realizada nesta terça-feira, 9, resultou na prisão de um chefe de investigadores da Polícia Civil, um ex-policial civil e um ex-estagiário do próprio Ministério Público, suspeitos de atuar em benefício da facção criminosa PCC e de integrar um esquema de vazamento de informações sigilosas e extorsão. As informações são do g1.
Batizada de Operação Infiltrados, a ação é um desdobramento das operações Operação Pronta Resposta e Operação Off White, que investigaram, respectivamente, um plano para assassinar o promotor do Gaeco Amauri Silveira Filho e um esquema de lavagem de dinheiro ligado a importantes integrantes do PCC.
Segundo as investigações, o chefe dos investigadores, identificado como Maurício Aparecido de Oliveira, teria repassado informações privilegiadas a criminosos em troca de dinheiro. Vídeos obtidos durante a investigação mostram encontros entre o policial e José Ricardo Ramos, apontado como um dos responsáveis pela execução do plano para matar o promotor do Gaeco. As reuniões teriam ocorrido poucos dias antes da operação que desarticulou o suposto atentado.
Outro foco da investigação revelou a atuação de um ex-estagiário do Ministério Público, atualmente advogado, que teria utilizado sistemas internos e bancos de dados da instituição para identificar criminosos com alto poder financeiro. De acordo com o Gaeco, ele exigia dinheiro em troca de suposta proteção contra investigações e operações policiais.
As apurações apontam que o esquema contava ainda com o apoio de um policial penal e de um ex-policial civil, que também foram alvos da operação. Este último já havia sido expulso da corporação anos atrás por envolvimento em crime de extorsão mediante sequestro.
Em um dos casos investigados, mensagens encontradas no celular do empresário Maurício Silveira Zambaldi, preso em 2025 por suspeita de participação no plano contra o promotor, revelaram uma cobrança de R$ 500 mil para que informações sobre suas atividades não fossem encaminhadas ao Gaeco.
Ao aprofundar as investigações, o Ministério Público concluiu que o autor da cobrança seria justamente o então estagiário, que trabalhava em uma promotoria criminal de Campinas e possuía acesso a processos relacionados à organização criminosa. Pouco tempo depois das operações que atingiram integrantes da facção, ele deixou o cargo e passou a atuar em um escritório de advocacia, que também foi alvo de mandados de busca nesta terça-feira.
Ao todo, a Operação Infiltrados cumpriu três mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior paulista. A ação contou com a participação do Gaeco, das corregedorias das polícias Civil e Penal, da Polícia Militar e da Comissão de Prerrogativas da OAB.
Em nota, o Ministério Público afirmou que as investigações seguem em andamento e destacou que a atuação conjunta entre os órgãos de segurança demonstra o compromisso das instituições com a apuração dos fatos e a identificação de eventuais agentes públicos envolvidos em atividades criminosas.

Vídeo mostra encontro entre chefe de investigadores e acusado de planejar morte de promotor — Foto: Reprodução
Batizada de Operação Infiltrados, a ação é um desdobramento das operações Operação Pronta Resposta e Operação Off White, que investigaram, respectivamente, um plano para assassinar o promotor do Gaeco Amauri Silveira Filho e um esquema de lavagem de dinheiro ligado a importantes integrantes do PCC.
Segundo as investigações, o chefe dos investigadores, identificado como Maurício Aparecido de Oliveira, teria repassado informações privilegiadas a criminosos em troca de dinheiro. Vídeos obtidos durante a investigação mostram encontros entre o policial e José Ricardo Ramos, apontado como um dos responsáveis pela execução do plano para matar o promotor do Gaeco. As reuniões teriam ocorrido poucos dias antes da operação que desarticulou o suposto atentado.
Outro foco da investigação revelou a atuação de um ex-estagiário do Ministério Público, atualmente advogado, que teria utilizado sistemas internos e bancos de dados da instituição para identificar criminosos com alto poder financeiro. De acordo com o Gaeco, ele exigia dinheiro em troca de suposta proteção contra investigações e operações policiais.
As apurações apontam que o esquema contava ainda com o apoio de um policial penal e de um ex-policial civil, que também foram alvos da operação. Este último já havia sido expulso da corporação anos atrás por envolvimento em crime de extorsão mediante sequestro.
Em um dos casos investigados, mensagens encontradas no celular do empresário Maurício Silveira Zambaldi, preso em 2025 por suspeita de participação no plano contra o promotor, revelaram uma cobrança de R$ 500 mil para que informações sobre suas atividades não fossem encaminhadas ao Gaeco.
Ao aprofundar as investigações, o Ministério Público concluiu que o autor da cobrança seria justamente o então estagiário, que trabalhava em uma promotoria criminal de Campinas e possuía acesso a processos relacionados à organização criminosa. Pouco tempo depois das operações que atingiram integrantes da facção, ele deixou o cargo e passou a atuar em um escritório de advocacia, que também foi alvo de mandados de busca nesta terça-feira.
Ao todo, a Operação Infiltrados cumpriu três mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão nas cidades de Campinas e Cardoso, no interior paulista. A ação contou com a participação do Gaeco, das corregedorias das polícias Civil e Penal, da Polícia Militar e da Comissão de Prerrogativas da OAB.
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Vídeo mostra encontro entre chefe de investigadores e acusado de planejar morte de promotor — Foto: Reprodução
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