Ourinhense desaparecido pode ter sido encontrado morto no Rio de Janeiro; família viaja para reconhecimento

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A família do senhor Joacir Pedroti Capellatto, de 58 anos, vive momentos de angústia após receber uma ligação informando que ele teria sido encontrado sem vida no Rio de Janeiro, após desaparecer no dia 21 de julho em Ourinhos (SP). A irmã dele, Sônia Regina Capellatto, registrou um boletim de ocorrência comunicando o desaparecimento e confirmou que viajou nesta segunda-feira, 28, ao Rio, acompanhada do marido e de um cunhado, para fazer o reconhecimento do corpo e providenciar o translado caso se confirme que é mesmo Joacir.

Segundo o relato de Sônia à Polícia Civil, ela foi contatada por um homem que se apresentou como investigador de polícia da capital fluminense, que informou que o corpo de um homem com as mesmas características de Joacir, bem como o modelo e cor do veículo dele (um Ford Escort, placa GUD9A18-SP), havia sido encontrado na região do bairro Maracanã.

Apesar do choque, ela relatou que a ligação parecia confiável, por conter informações detalhadas que só poderiam ser conhecidas por um agente público. Ainda assim, a família só terá certeza após o reconhecimento presencial no Instituto Médico Legal (IML) do Rio.

Desaparecimento silencioso
Joacir Capellatto trabalhava como vigilante em Ourinhos e, segundo a irmã, era um homem reservado, sem vícios, sem histórico de doenças mentais e sem envolvimento com a criminalidade. O desaparecimento ocorreu na segunda-feira, 21 de julho, quando ele deixou a casa em que morava com a família no Jardim Itamaraty, levando apenas uma bolsa pequena com roupas e cerca de R$ 900 em dinheiro.

Na ocasião, deixou um bilhete manuscrito sobre uma banqueta no quarto onde dormia, dizendo: "Saí à procura de emprego em outras cidades, não esperem por mim".

Na terça-feira, 22, chegou a responder brevemente a mensagens no WhatsApp, afirmando que “estava tudo jóia”, mas não manteve mais contato desde então. A irmã acredita que ele estivesse dormindo dentro do próprio carro, já que no sábado anterior, 19, o irmão Roberto o teria visto tentando se deitar no banco traseiro do veículo.

Histórico familiar
Sônia também relatou à polícia que Joacir, apesar de lúcido, havia dito em algumas ocasiões que "iria embora assim que a mãe morresse", o que de fato ocorreu em 30 de junho deste ano, pouco antes de seu desaparecimento.

A família optou por não divulgar o sumiço nas redes sociais inicialmente, tentando buscar informações de forma mais discreta com amigos e parentes.

Agora, a confirmação da possível morte e a viagem ao Rio representam um momento decisivo e doloroso para os familiares, que aguardam o desfecho com grande expectativa.

A Polícia Civil de Ourinhos deve acompanhar o caso e aguardar a confirmação oficial do IML carioca para os trâmites de investigação e liberação do corpo.