Mais duas vítimas de golpes registraram boletins de ocorrências, nesta quinta-feira, 26, na CPJ (Central de Polícia Judiciária de Ourinhos). Uma mulher de 23 anos, moradora no Jardim Eldorado e um homem de 51 anos, morador do Parque Minas Gerais perderam R$ 4.191,2 e R$720,00, respectivamente em golpes distintos através das redes sociais na Internet.
A jovem, que teve o maior prejuízo, contou que o golpe foi aplicado através do Instagram. Ontem (26) ela viu uma conhecida postar um stories no aplicativo Instagram, nos quais ela falava que a havia investido dinheiro através de pix e que tinha retornado uma quantia de R$3.000,00, e que nestes stories havia um perfil @naty_cripito.
A vítima então entrou em contato com esse perfil que tinha o nome de Natália Laurent e começou a conversar. Durante a conversa, a pessoa disse que se tratava de uma empresa de investimentos em mineração de criptomoedas e que teria uma rentabilidade de 100% de lucro e que esse lucro seria retornado imediatamente, inclusive encaminhou uma tabela com exemplos de retornos, sendo sempre o dobro, por exemplo se fizesse o pix de R$500,00 retornaria R$1.000,00 e assim por diante.
Como a vítima viu que sua ex-colega de trabalho havia postado, realizou um pix no valor de R$500,00 para a conta no Banco Santander em nome de Anne Karoline Andrade Gomes. Diante do deposito, a golpista informou que a vítima poderia se tornar um cliente Platinum e a rentabilidade seria maior de 100%, mas que para isso teria que fazer outro pix no valor de R$1.000,00, totalizando R$1.500,00, tendo assim um retorno de R$5.980,00. Ocasião em que a vítima realizou o pix de R$1.000,00 para a mesma titularidade. Após realizar o pix ficou aguardando a liberação do dinheiro, porém foi informado a vítima que seria necessário uma validação e por isso teria que entrar em contato com o suporte.
Que o suposto suporte entrou em contato com a vítima via WhatsApp através do número (11) 98552-5768 e foi informado que teria que baixar um aplicativo para realizar a validação. Em seguida, foi informada que não seria possível o recebimento, pois a vítima teria uma liberação de crédito e que teria que fazer um empréstimo desse crédito e resgatar, para que pudessem pagar o valor, porém não poderia ter saldo na conta e foi orientada a fazer um pix do valor que estava em conta sendo R$2.691,20.
Após a realização do 3º pix a vítima desconfiou e entrou em contato via Whats App com sua colega de trabalho que havia realizado os stories e ela informou que seu Instagram havia sido hackeado.
Relembre caso parecido que aconteceu em Ourinhos – clique aqui
Outro caso
O homem cotou que através da rede social Instagram, localizou uma empresa sediada em Porecatu (PR), quando então se interessou por um aparelho celular, no valor de R$ 2900,00, acrescido da taxa de frete no valor de R$ 40,50. Que então combinou o pagamento através de pix endereçado à pessoa física de Deyse Ferreira Celestrino, no Banco Santander, o qual foi depositada a quantia de R$ 720,00 e mais o valor do frete, sendo o restante parcelado em 10 (dez) vezes em boleto bancário.
A vítima informou que a compra se destinava à sua filha, residente na cidade de Adamantina (SP). Sua filha também participou das negociações, inclusive localizou um alerta de golpe pelas redes sociais, supostamente postado pela empresa, dizendo que havia um perfil "fake" criado para aplicar golpes.
Diante dessa informação, a vítima tentou contato com a empresa, porém desde então eles não atendem, perdendo totalmente o contato. Não lhe foi passado sequer o código de rastreio da suposta venda pelo Correio, tampouco recebeu a mercadoria. Ante os fatos apresentados, elaborou-se o presente, juntando-se em anexo, os prints das conversas e do comprovante de pagamento.





