Ourinhos admitiu 14,5 mil trabalhadores em 2025 e teve um dos melhores saldos por habitante da microrregião

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Ourinhos fechou 2025 com um mercado de trabalho formal em movimento intenso: a cidade admitiu 14.535 trabalhadores ao longo do ano, segundo levantamento da Coalize com base em dados do CAGED/MTE. Somadas às 14.611 rescisões registradas no período, o resultado foi uma movimentação total de 29.146 vínculos — um volume que mostra uma economia local com alta rotatividade, mas também com contratação constante e renovação de postos de trabalho.

O salário médio pago aos trabalhadores admitidos no município foi de R$ 2.206, reflexo direto do perfil produtivo da região, puxado por setores que tradicionalmente concentram grande parte das vagas formais abertas ao longo do ano.

O saldo líquido e o que ele revela
Quando se compara admissões e desligamentos, Ourinhos registrou saldo líquido de −76 postos em 2025. O número é pequeno diante do volume total de quase 29 mil vínculos movimentados no ano — o equivalente a uma diferença de menos de 1% entre quem entrou e quem saiu do mercado formal. Esse tipo de oscilação é comum em municípios com forte rotatividade de mão de obra, especialmente em setores que operam com contratações sazonais ou por projeto, nos quais o fim de um vínculo não resulta de dispensa por justa causa, mas de ciclos naturais de produção.

Posto de outra forma, o saldo negativo convive com um mercado de trabalho ativo: a cidade segue admitindo em ritmo elevado, e grande parte dos desligamentos é compensada por novas contratações ao longo do próprio ano — o que explica por que o volume de movimentação (29.146) é tão mais expressivo do que a diferença final entre entradas e saídas.

Ourinhos na régua absoluta da microrregião
Na comparação com as demais 17 cidades da microrregião de Ourinhos, que juntas somaram saldo total de +2.409 postos em 2025, o município ocupou a 17ª posição em saldo absoluto. A liderança nessa régua ficou com Santa Cruz do Rio Pardo, que fechou o ano com +920 postos líquidos. A régua absoluta tende a favorecer cidades com economias maiores e mais diversificadas, capazes de produzir volumes expressivos de saldo positivo mesmo quando a rotatividade também é alta — não é por acaso que ela funciona melhor para comparar polos regionais do que municípios de porte médio como Ourinhos.

 
Vagas criadas — cidades da microrregião de Ourinhos (SP), 2025. Ourinhos em destaque.
 
A régua por habitante muda a leitura
É quando se olha o saldo relativizado pela população que a posição de Ourinhos melhora de forma significativa. Com 106.911 habitantes segundo o Censo IBGE e saldo de −71 por 100 mil habitantes, o município ficou na 8ª colocação entre as 12 cidades da microrregião com population igual ou superior a 5 mil habitantes — uma posição mediana, bem distante da parte inferior da tabela.

Essa régua neutraliza o efeito do tamanho da população e tende a favorecer municípios menores, onde um número relativamente pequeno de vagas já representa um impacto proporcional maior — caso de Chavantes, que liderou a microrregião nesse indicador com 6.210 postos por 100 mil habitantes. Mesmo não estando entre os primeiros colocados, Ourinhos superou a metade das cidades avaliadas nesse critério, o que indica que o mercado de trabalho local manteve um nível de atividade compatível com o perfil da população que absorve.

 
Saldo por 100 mil habitantes — microrregião de Ourinhos (SP), 2025. Ourinhos em destaque.

O que os números mostram sobre o mercado local
A média regional de saldo por habitante foi de 781 por 100 mil hab em 2025, puxada por municípios pequenos com saldos proporcionalmente altos — um padrão estatístico que costuma distorcer a comparação direta entre cidades de portes muito diferentes. Ourinhos, como polo intermediário da microrregião, concentra um volume de movimentação de vínculos que nenhuma das cidades menores do entorno alcança: os quase 29 mil contratos somados entre admissões e desligamentos em 2025 equivalem a mais de um quarto da população do município passando por algum vínculo formal ao longo do ano.

Perspectivas para o mercado de trabalho ourinhense
Os dados de 2025 consolidam Ourinhos como um município com mercado de trabalho formal ativo e volume de contratações relevante dentro da microrregião, mesmo não liderando nenhuma das duas réguas comparativas. A combinação entre salário médio de R$ 2.206, quase 14,6 mil admissões no ano e uma posição mediana na régua por habitante sugere uma economia local que segue absorvendo mão de obra de forma consistente, com espaço para que o saldo líquido se fortaleça nos próximos ciclos à medida que a rotatividade típica do período se estabilize.

Informações Assessoria Coalize 
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