Novos dados do Censo 2022, divulgados nesta sexta-feira, 23, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram os índices de acesso ao saneamento básico e à coleta de lixo nos municípios do Brasil.
Ourinhos (SP) está entre as cidades que mais se destacaram no ranking e figura entre as melhores cidades do país nos dois quesitos. De acordo com o IBGE, o município beira os 100% em todos os itens estudados pelo Censo, que ainda incluíram moradores com banheiros e com abastecimento adequado de água.
Apesar dos bons números na coleta de esgoto, Ourinhos não tem esgoto 100% tratado. Para lidar com o problema, o município fará no próximo mês a Concessão dos Serviços Públicos de Saneamento. A abertura dos envelopes acontecerá no dia 14 de março – clique e saiba mais.
Confira os números de Ourinhos e das maiores cidades da região:
Ourinhos
- 99,95% dos moradores tem abastecimento adequado de água
- 99,25% dos moradores tem coleta de esgoto
- 99,97% dos moradores com banheiros
- 99,6% dos moradores tem coleta de lixo
Bauru
- 99,68% dos moradores tem abastecimento adequado de água
- 98,15% dos moradores tem coleta de esgoto
- 99,93% dos moradores com banheiros
- 99,38% dos moradores tem coleta de lixo
Marília
- 99,93% dos moradores tem abastecimento adequado de água
- 98,5% dos moradores tem coleta de esgoto
- 99,96% dos moradores com banheiros
- 99,4% dos moradores tem coleta de lixo
Botucatu
- 99,93% dos moradores tem abastecimento adequado de água
- 98,26% dos moradores tem coleta de esgoto
- 99,98% dos moradores com banheiros
- 99,37% dos moradores tem coleta de lixo
Ourinhos tem lagoas de estabilização de esgoto dos Rios Pardo e Paranapanema, que receberam aplicação de bioinseticida para evitar a proliferação de pernilongos. A ação que ocorre a cada 30 dias utiliza produto que não provoca danos ambientais. O bioinseticida é composto de organismos vivos que se alimentam das larvas dos pernilongos. Servidores da SAE também promoveram nas lagoas de estabilização a retirada dos aguapés, plantas que formam um “tapete verde” sob a água dificultando o manejo na lagoa.
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Lagoas do Pardo e Paranapanema recebem aplicação de bioinseticida (Foto: Divulgação/SAE)
De acordo com o IBGE, é considerado descarte adequado o esgoto que vai para as redes públicas de coleta (geral ou pluvial) ou para fossas sépticas ou com filtro, ainda que depois de passar por esses equipamentos não seja destinado para essas redes.
As outras formas – uso de fossa rudimentar ou buraco, descarte direto em rios ou no mar, por exemplo, são consideradas inadequadas pelo Plano Nacional de Saneamento Básico.
O banheiro (cômodo com vaso sanitário e instalações para banho) que, no cotidiano, era utilizado apenas pelos moradores dos domicílios e seus hóspedes foi classificado como “de uso exclusivo” pela pesquisa.
Em Bauru, Marília e Ourinhos, o saneamento básico e o abastecimento de água são realizados por autarquias municipais. Já em Botucatu, os serviços são administrados pela Sabesp desde a década de 70.
No país
A região Sudeste (86,2%) foi a que apresentou a maior parcela da população morando em domicílios com coleta de esgoto. No sentido oposto, a região Norte (22,8%) mostrou a menor taxa nesse indicador. Entre as unidades da federação, os destaques no lado positivo e no negativo foram, respectivamente, São Paulo (90,8%) e Amapá (11,0%).
O estado de São Paulo (99%) teve o maior percentual de população atendida por coleta de lixo, enquanto Maranhão (69,8%) registrou a menor. O Maranhão foi o estado que mais expandiu a cobertura da coleta de lixo (16,3 pontos percentuais) entre 2010 e 2022.
As informações foram publicadas nesta sexta-feira pelo IBGE na divulgação “Censo 2022: Características dos domicílios – Resultados do universo”. Com informações do g1.
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