Ourinhos é palco de manifestação em apoio a Bolsonaro e contra o governo Lula

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Neste domingo, 3 de agosto, a cidade de Ourinhos foi uma das dezenas de localidades do país a registrar manifestações organizadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O ato aconteceu durante a manhã, na tradicional Praça Mello Peixoto, e reuniu apoiadores vestidos de verde e amarelo, empunhando bandeiras do Brasil e, em alguns casos, até dos Estados Unidos. Entre os presentes estavam o vereador Gil Carvalho (PL) Sargento Sérgio (MDB) e o vice-prefeito, Alexandre Zoio, também do PL.

A mobilização nacional ocorreu poucos dias após os Estados Unidos anunciarem sanções financeiras contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, o que inflamou ainda mais os protestos da base bolsonarista. Cartazes com frases como “Obrigado, Trump” também foram vistos em várias cidades.


Vista aérea da manifestação na cidade de São Paulo

Em Ourinhos, os manifestantes demonstraram insatisfação com o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e com o que classificam como censura e arbitrariedades por parte do Judiciário brasileiro. “A nossa liberdade está sendo ameaçada, e estamos aqui para defender a democracia”, comentou um manifestante durante o ato.


Protesto contra governo Lula em Bauru (SP) — Foto: Paulo Piassi/ g1

As manifestações também foram registradas em cidades como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Brasília, a estenógrafa Valdeciria Galvão declarou à agência AFP: “Estou aqui para defender o nosso povo da censura que está acontecendo, das arbitrariedades que foram praticadas”.


Protesto contra governo Lula em São José do Rio Preto (SP) — Foto: TV TEM / Marina Lacerda

Enquanto isso, o ex-presidente Bolsonaro, que vive na capital federal, não participou do ato. Investigado por suposta tentativa de golpe de Estado, ele está impedido de sair de casa durante as noites e fins de semana, e deve passar a usar tornozeleira eletrônica.


Protesto contra governo Lula em Araçatuba (SP) — Foto: Divulgação

A escalada da tensão internacional ganhou força após o Departamento do Tesouro dos EUA impor sanções a Alexandre de Moraes, no mesmo dia em que o ex-presidente americano Donald Trump criticou publicamente o STF e anunciou uma sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros importados, a partir do dia 6 de agosto.

A professora Maristela dos Santos, 62, presente na manifestação do Rio de Janeiro, justificou o apoio às sanções: “O que me preocupa é que o Brasil se torne uma Venezuela. A economia a gente recupera, a liberdade não”.

Em Ourinhos, o ato foi pacífico e acompanhou a tendência nacional de mobilizações que misturam pautas políticas, críticas ao governo atual e apoio a figuras da direita internacional.