Ourinhos gastou R$7.349,48 por cada caso confirmado da Covid-19 até agosto, aponta TCE-SP

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A cidade de Ourinhos pode ficar conhecida como a cidade mais cara para um paciente em tratamento da Covid-19 no estado de São Paulo.

De acordo com dados divulgados na semana passada (16/9) pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCESP) por meio do ‘Painel COVID-19’, para cada caso confirmado até o fim do mês de agosto em Ourinhos, 1.610 casos, nossos gestores gastaram R$7.349,48, mais que municípios do mesmo porte, como Assis (R$4.573,57), um pouco maiores como Marília (R$5.500,74) e muito maiores como São José dos Campos (R$6.031,82) e Campinas (R$4.442,59).

Os números mostram que os gatos exorbitantes de R$11.832.668,49 até agosto em Ourinhos não surtiram efeito para diminuição de casos da doença. Quase a metade do valor foi empenhado no hospital de campanha Covid-19, no Grande Hotel, que não tem sequer um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Os leitos de alta complexidade são oferecidas na Santa Casa de Misericórdia de Ourinhos.

Ourinhos, que recebeu de verbas estaduais e federais a quantia de R$22.609.769,55 (mais de 200 mil por habitante), foi a única cidade da região que gastou um grande volume de dinheiro em um hospital de campanha. Assis, por exemplo, chegou a construir um hospital de campanha em um ginásio esportivo e gastou durante pouco mais de dois meses de funcionamento R$353.962,40, muito menos que Ourinhos. Ao todo Assis recebeu um pouco mais que a metade que Ourinhos, 12.788.455,37, em verbas do estado e da união.

(Confira a tabela abaixo com base nos dados divulgados pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo)

Fonte: TCE-SP

O ‘Painel COVID-19’ conta com atualizações mensais, a plataforma exibe de forma simples e interativa informações sobre os recursos que estão sendo usados pelas Prefeituras e pelo Governo do Estado no enfrentamento à COVID-19. A ferramenta está disponível para consulta pública por meio do link https://bit.ly/2ZH1Awm.

O relatório traz informações sobre receitas, despesas e atos administrativos realizados pelo poder público desde o início da pandemia do novo coronavírus.

Dentre outras funcionalidades, o usuário tem acesso, na forma de gráficos e de dados segmentados por município, ao valor total repassado pelos Governos Federal e Estadual; à quantidade de recursos empenhada por cada administração; e aos quantitativos destinados para estruturação e aquisição de equipamentos e de serviços.

Os municípios paulistas apresentaram um gasto 29,27% maior em agosto, em comparação com os recursos empregados no mês anterior, para o enfrentamento à pandemia da COVID-19. O valor desembolsado pelas Prefeituras no período chegou a R$ 2,86 bilhões, ao passo que, em julho, a soma foi de R$ 2,21 bilhões. 

O Governo do Estado também teve um acréscimo nos recursos empenhados, empregando R$ 2,84 bilhões, ou seja, 5,18% a mais que em julho, quando o total foi de R$ 2,7 bilhões. Juntos, municípios e Governo Estadual destinaram R$ 5,7 bilhões à COVID-19 em agosto, uma variação 16,09% maior que no mês anterior (R$ 4,91 bilhões).

. Dados 

Desde o dia 23 de maio, a Corte de Contas realiza o levantamento, com base em dados reunidos na forma de questionários aplicados junto aos entes fiscalizados. Após o encerramento do mês, até o terceiro dia útil do mês seguinte, as informações são compiladas e dispostas para acesso público.

Consolidados em relatórios gerenciais, os dados são apresentados na forma de respostas e gráficos, tendo como propósito maior ser fonte de consulta permanente, promover a transparência e incentivar o controle social por parte da população.

Acesse o Painel COVID-19.