A Ourinhos Saneamento, concessionária responsável pelos serviços de água e esgoto do município de Ourinhos, está realizando o monitoramento e o controle da pressão da água distribuída à população. A medida tem como objetivo reduzir vazamentos, preservar as tubulações e melhorar a eficiência do sistema de abastecimento.
Em entrevista concedida ao Passando a Régua, diretamente da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Ourinhos, a analista de Engenharia da GS Inima Brasil, Júlia Sobottka, explicou os motivos da redução da pressão e apresentou os resultados alcançados pela concessionária no combate às perdas de água.
A entrevista acontece às vésperas do segundo aniversário de atuação da Ourinhos Saneamento no município, que será completado no próximo domingo, 1º de novembro.
Por que a pressão da água está sendo reduzida?
Segundo Júlia, as empresas de saneamento precisam cumprir normas técnicas que estabelecem limites para a pressão da água fornecida aos imóveis.
A pressão corresponde à força com que a água circula pelas tubulações e chega às residências, sendo percebida, por exemplo, na intensidade do fluxo de uma torneira ou mangueira.
“As empresas de saneamento possuem regras e normas a serem cumpridas. Uma delas é referente à pressão de água na nossa distribuição. Então, nós temos um intervalo de valor que temos que entregar essa água na casa das pessoas”, explicou.
De acordo com a analista, controlar essa pressão é importante tanto para atender às exigências técnicas quanto para otimizar o abastecimento e diminuir o desperdício.
A concessionária está monitorando os níveis de pressão em diferentes pontos da cidade por meio de equipamentos instalados ao longo do sistema de distribuição.
Esses dispositivos fornecem informações que orientam a instalação de válvulas redutoras de pressão, responsáveis por controlar a força com que a água circula nas redes.
Tubulações antigas aumentam o risco de rompimentos
Um dos principais motivos para a implantação das medidas é a condição das tubulações existentes em Ourinhos.
Conforme Júlia, parte da rede de distribuição do município é antiga e apresenta fragilidades, o que aumenta o risco de rompimentos quando a água circula com pressão elevada.
“Como todo mundo sabe, as redes daqui de Ourinhos são antigas e elas são frágeis. Se a gente coloca muita pressão na rede, a tendência que ela tem é de estourar e causar vazamentos”, afirmou.
A analista também explicou que a pressão excessiva agrava os chamados vazamentos ocultos, que acontecem em pontos da rede onde a água escapa sem que o problema seja imediatamente percebido pela população ou pelas equipes de manutenção.
Nessas situações, quanto maior a pressão, maior pode ser a quantidade de água desperdiçada.
“Alguns vazamentos que já existem e a gente pode não estar vendo são chamados vazamentos ocultos. Quando a pressão da água é maior, ele tende a vazar mais”, destacou.
Dessa forma, a redução controlada da pressão busca diminuir tanto o surgimento de novos rompimentos quanto o volume de água perdido em vazamentos já existentes.
Perdas de água caíram de 61% para 43% em quase dois anos
Durante a entrevista, Júlia apresentou números que demonstram a evolução do sistema desde que a Ourinhos Saneamento assumiu a concessão.
Segundo ela, o índice de perdas de água era de 61% no início da operação e atualmente está em 43%.
Isso significa que, anteriormente, de cada 100 litros de água produzidos, aproximadamente 61 litros eram contabilizados como perdas no sistema. Atualmente, esse volume corresponde a cerca de 43 litros.
“De tudo que a gente produzia, 61% era de perdas e agora a gente já conseguiu atingir o patamar de 43%”, informou.
A redução representa uma queda de 18 pontos percentuais no índice de perdas desde o início da concessão.
Apesar da melhora, a analista reconheceu que ainda existe trabalho a ser realizado para diminuir o desperdício.
Meta é reduzir as perdas para 25%
Questionada sobre o índice considerado ideal, Júlia explicou que a referência nacional mencionada pela concessionária é alcançar um patamar de 25% de perdas de água.
“A meta que a gente tem, a nível Brasil, pelas normas, é chegar a 25%”, afirmou.
Para atingir esse objetivo, a concessionária pretende continuar com o monitoramento das redes e as medidas de controle de pressão, buscando maior eficiência na distribuição.
A analista destacou que a redução registrada desde o início da operação representa um avanço importante.
“Em dois anos é um grande marco a gente ter conseguido sair de 61% e chegar a 43%. Estamos trabalhando para diminuir cada vez mais”, ressaltou.
Medidas buscam melhorar a eficiência do abastecimento
O controle da pressão da água é uma das estratégias utilizadas pelas empresas de saneamento para reduzir perdas e preservar a infraestrutura existente.
Em Ourinhos, a medida ganha importância diante da antiguidade de parte das tubulações, que podem sofrer danos quando submetidas a pressões elevadas.
Conforme explicado pela representante da concessionária, o objetivo é manter a distribuição dentro dos parâmetros técnicos exigidos, ao mesmo tempo em que se busca diminuir os vazamentos e evitar desperdícios.
A entrevista foi realizada pelo Passando a Régua na Estação de Tratamento de Água de Ourinhos, onde a analista Júlia Sobottka apresentou os resultados e explicou as ações desenvolvidas pela Ourinhos Saneamento para melhorar o sistema de distribuição de água do município.
Em entrevista concedida ao Passando a Régua, diretamente da Estação de Tratamento de Água (ETA) de Ourinhos, a analista de Engenharia da GS Inima Brasil, Júlia Sobottka, explicou os motivos da redução da pressão e apresentou os resultados alcançados pela concessionária no combate às perdas de água.
A entrevista acontece às vésperas do segundo aniversário de atuação da Ourinhos Saneamento no município, que será completado no próximo domingo, 1º de novembro.
Por que a pressão da água está sendo reduzida?
Segundo Júlia, as empresas de saneamento precisam cumprir normas técnicas que estabelecem limites para a pressão da água fornecida aos imóveis.
A pressão corresponde à força com que a água circula pelas tubulações e chega às residências, sendo percebida, por exemplo, na intensidade do fluxo de uma torneira ou mangueira.
“As empresas de saneamento possuem regras e normas a serem cumpridas. Uma delas é referente à pressão de água na nossa distribuição. Então, nós temos um intervalo de valor que temos que entregar essa água na casa das pessoas”, explicou.
De acordo com a analista, controlar essa pressão é importante tanto para atender às exigências técnicas quanto para otimizar o abastecimento e diminuir o desperdício.
A concessionária está monitorando os níveis de pressão em diferentes pontos da cidade por meio de equipamentos instalados ao longo do sistema de distribuição.
Esses dispositivos fornecem informações que orientam a instalação de válvulas redutoras de pressão, responsáveis por controlar a força com que a água circula nas redes.
Tubulações antigas aumentam o risco de rompimentos
Um dos principais motivos para a implantação das medidas é a condição das tubulações existentes em Ourinhos.
Conforme Júlia, parte da rede de distribuição do município é antiga e apresenta fragilidades, o que aumenta o risco de rompimentos quando a água circula com pressão elevada.
“Como todo mundo sabe, as redes daqui de Ourinhos são antigas e elas são frágeis. Se a gente coloca muita pressão na rede, a tendência que ela tem é de estourar e causar vazamentos”, afirmou.
A analista também explicou que a pressão excessiva agrava os chamados vazamentos ocultos, que acontecem em pontos da rede onde a água escapa sem que o problema seja imediatamente percebido pela população ou pelas equipes de manutenção.
Nessas situações, quanto maior a pressão, maior pode ser a quantidade de água desperdiçada.
“Alguns vazamentos que já existem e a gente pode não estar vendo são chamados vazamentos ocultos. Quando a pressão da água é maior, ele tende a vazar mais”, destacou.
Dessa forma, a redução controlada da pressão busca diminuir tanto o surgimento de novos rompimentos quanto o volume de água perdido em vazamentos já existentes.
Perdas de água caíram de 61% para 43% em quase dois anos
Durante a entrevista, Júlia apresentou números que demonstram a evolução do sistema desde que a Ourinhos Saneamento assumiu a concessão.
Segundo ela, o índice de perdas de água era de 61% no início da operação e atualmente está em 43%.
Isso significa que, anteriormente, de cada 100 litros de água produzidos, aproximadamente 61 litros eram contabilizados como perdas no sistema. Atualmente, esse volume corresponde a cerca de 43 litros.
“De tudo que a gente produzia, 61% era de perdas e agora a gente já conseguiu atingir o patamar de 43%”, informou.
A redução representa uma queda de 18 pontos percentuais no índice de perdas desde o início da concessão.
Apesar da melhora, a analista reconheceu que ainda existe trabalho a ser realizado para diminuir o desperdício.
Meta é reduzir as perdas para 25%
Questionada sobre o índice considerado ideal, Júlia explicou que a referência nacional mencionada pela concessionária é alcançar um patamar de 25% de perdas de água.
“A meta que a gente tem, a nível Brasil, pelas normas, é chegar a 25%”, afirmou.
Para atingir esse objetivo, a concessionária pretende continuar com o monitoramento das redes e as medidas de controle de pressão, buscando maior eficiência na distribuição.
A analista destacou que a redução registrada desde o início da operação representa um avanço importante.
“Em dois anos é um grande marco a gente ter conseguido sair de 61% e chegar a 43%. Estamos trabalhando para diminuir cada vez mais”, ressaltou.
Medidas buscam melhorar a eficiência do abastecimento
O controle da pressão da água é uma das estratégias utilizadas pelas empresas de saneamento para reduzir perdas e preservar a infraestrutura existente.
Em Ourinhos, a medida ganha importância diante da antiguidade de parte das tubulações, que podem sofrer danos quando submetidas a pressões elevadas.
Conforme explicado pela representante da concessionária, o objetivo é manter a distribuição dentro dos parâmetros técnicos exigidos, ao mesmo tempo em que se busca diminuir os vazamentos e evitar desperdícios.
A entrevista foi realizada pelo Passando a Régua na Estação de Tratamento de Água de Ourinhos, onde a analista Júlia Sobottka apresentou os resultados e explicou as ações desenvolvidas pela Ourinhos Saneamento para melhorar o sistema de distribuição de água do município.
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