O Brasil tem mais estabelecimentos religiosos do que o total somado de instituições de ensino e de saúde. É o que mostram os novos dados do Censo 2022 divulgados nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). São, em média, 286 igrejas para cada 100 mil habitantes do país.
Com 103.970 habitantes, Ourinhos (SP) tem mais de 44,4 mil residências, 107 instituições de ensino, 253 unidades de saúde (entre hospitais, UBSs, USFs, clínicas particulares e consultórios médicos) e 177 templos religiosos, segundo o IBGE. Confira na sequência dados de cidades da região de Ourinhos:

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Pela primeira vez, o IBGE mapeou todas as coordenadas geográficas e os tipos de edificações que compõem os 111 milhões de endereços do Brasil cadastrados durante a pesquisa.
O Censo entende como estabelecimento religioso igrejas, templos, sinagogas e terreiros, por exemplo, de todas as religiões.
Principais tipos de endereço no Brasil:
- Domicílios particulares (casas, apartamentos): 90,6 milhões
- Estabelecimentos de outras finalidades (lojas, prédios públicos e culturais): 11,7 milhões
- Estabelecimentos agropecuários: 4 milhões
- Edificações em construção: 3,5 milhões
- Estabelecimentos religiosos (igrejas e templos): 579,7 mil
- Estabelecimento de ensino (escolas, creches, universidades): 264,4 mil
- Estabelecimento de saúde (hospitais, clínicas, pronto socorro): 247,5 mil
- Domicílios coletivos (hotéis, presídios, pensões, asilos): 104,5 mil
Segundo o IBGE, a maior precisão do levantamento pode ser uma ferramenta importante para o planejamento urbano e para a criação de políticas públicas específicas.
É possível, por exemplo, mapear domicílios impactados for fenômenos ambientais como enchentes, deslizamentos, queimadas e secas. Ou fazer a contabilização de serviços oferecidos à população de acordo com a densidade demográfica.
Outros dados do Censo 2022
As informações do Censo 2022 começaram a ser divulgadas em junho de 2023. Desde então, foi possível saber que:
- O Brasil tem 203 milhões de habitantes, número menor do que era estimado pelas projeções iniciais;
- O país segue se tornando cada vez mais feminino e mais velho. A idade mediana do brasileiro passou de 29 anos (em 2010) para 35 anos (em 2022). Isso significa que metade da população tem até 35 anos, e a outra metade é mais velha que isso. Há cerca de 104,5 milhões de mulheres, 51,5% do total de brasileiros;
- 1,3 milhão de pessoas que se identificam como quilombolas (0,65% do total) – foi a primeira vez na História em que o Censo incluiu em seus questionários perguntas para identificar esse grupo;
- O número de indígenas cresceu 89%, para 1,7 milhão, em relação ao Censo de 2010. Isso pode ser explicado pela mudança no mapeamento e na metodologia da pesquisa para os povos indígenas, que permitiu identificar mais pessoas;
- Pela primeira vez, os brasileiros se declararam mais pardos que brancos, e a população preta cresceu.
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