O padre congolês Quentin Venceslas Kolela, que atuava na Paróquia São Judas Tadeu, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, está desaparecido desde 3 de julho.
Segundo colegas do padre, ele relatou que foi assediado e destratado por integrantes da Congregação dos Agostinianos da Assunção (Assuncionistas), da qual faz parte. Esse preconceito, segundo os párocos, ocorreu principalmente porque Kolela é estrangeiro, e motivou sua saída. As informações são do site g1.
Apesar de ter avisado que estava deixando o grupo, por meio de uma mensagem de texto, e de ter levado a maior parte de seus pertences, ele foi dado como desaparecido pelo líder da congregação, que registrou um boletim de ocorrência.
Em nota a Congregação dos Agostinianos da Assunção (Assuncionistas) afirmou que "não tem nenhum conhecimento sobre tais fatos". Já a Arquidiocese de SP disse que está em diálogo "para compreender o que, de fato, ocorreu com o Sacerdote".
Segundo párocos ouvidos pela TV Globo, Kolela foi assediado e destratado por colegas da Congregação dos Agostinianos da Assunção (Assuncionistas), principalmente por não falar português.
Colegas de Kolela, que não quiseram se identificar, disseram que o congolês relatou que estava sofrendo uma pressão psicológica muito grande e que, por isso, abandonou a Paróquia São Judas Tadeu.
Quentin Venceslas Kolela é natural de Brazzaville, na República do Congo, tem 40 anos e está desde 2020 no Brasil.
Ele é integrante da Congregação dos Agostinianos da Assunção (Assuncionistas), uma congregação religiosa católica fundada em 1845 por um padre francês.
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